Cinema, Crítica de Filme

| Os Bravos Nunca se Calam | Crítica

Em uma investigação divertida e leve, Os Bravos Nunca se Calam consegue entreter o espectador, com uma atmosfera simples e saídas descomplicadas. Confira a crítica completa.

Crédito: Lança Filmes

Sabe aquele filme despretensioso, que consegue te entreter e mesmo sendo simples, você ainda elogia a forma com que a história foi conduzida? Este é o sentimento geral depois de ver Os Bravos Nunca se Calam de Márcio Schoenardie

O longa fala do lançamento do livro Os Bravos Nunca se Calam, porém, dias antes de lançar seu novo livro sobre um grande esquema de corrupção, o autor é encontrado morto. Durante a despedida, os filhos se reencontram e o que parecia ser uma morte acidental se transforma em um possível caso de assassinato. Seguindo rastros e pistas, os atrapalhados “detetives” se veem cercados por inimigos, ameaças e falsos relatos, descobrindo que nem tudo é o que parece.

Os filhos personificados por Edu Mendas (Caio) e Duda Menegheti (Manoela) trazem uma diversidade de personalidade em tela, que preenchem todas as cenas, sem precisar de nenhum grande personagem secundário. Os dois juntos são as melhores cenas do filme.

Mesmo sendo um mistério que envolve um assassinato, o roteiro busca uma atmosfera leve e investigativa, seja pela dupla protagonista ou pela forma com que a trama principal é construída, mesmo com quase nenhum ponto de alívio cômico, o filme se mantém estruturado, e pouco muda sua forma, e isso é ótimo aqui.

Crédito: Fabio Rebelo

Essa atmosfera simplista, com poucos cenários e interações, poderia até ser um problema, mas como o foco é nos dois e na mãe, não se fazem tão necessários, são os pontos de apoio que a história precisa, mesmo que eles são um pouco caricatos e levemente exagerados.

A trama também acerta em trazer o núcleo familiar como parte central, temos as relações comuns de pai e mãe como parte do mistério, seja nos cuidados diários ou no auxílio dos filhos. Não tem como uma matriarca se identificar com essa personagem. O pai assassinado também se mostra zeloso pelos dois filhos, a sua forma.

Por termos uma personagem jornalista, temos uma lição de vida que ultrapassa estes conceitos, como até onde você iria por uma história, e sempre checar os dados antes da publicação, as principais subtramas acabam trazendo isso à tona, de uma forma constante, sempre para nos lembrar de algo.

A fotografia preserva essa atmosfera de mistério, seja pela luzes frias, ou os pontos de luz fixados em alguns personagens, além das perseguições e momentos de maior tensão, já que eles começam a investigar os pontos de poder da trama.

Crédito: Lança Filmes

Essa segurança da história acaba se perdendo nos atos finais, que são rápidos e pontuais, algumas inclusive questionáveis pela construção do que já vimos. Há clareamento uma forma de acelerar o longa para ‘encerrar’ de uma forma típico de ‘sessão da tarde’, nada que seja um crime (Com o perdão do trocadilho), mas algumas escolhas pouco se encaixam a estrutura já montada.

Mesmo com a atmosfera despretensiosa, temos um bom filme que se mantém firme ao que constrói a sua maneira. E mesmo com a sensação de um longa leve, temos uma fonte de entretenimento ideal para quem procura uma boa história bem contada, que não precisa de grandes elementos para mudar de atos.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Me acompanhe nas redes sociais e no canal Youtube / Instagram / Tiktok / Facebook

Um comentário em “| Os Bravos Nunca se Calam | Crítica”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s