Cinema, Crítica de Filme

| Kevin | Crítica

Em uma história que mostra diversos níveis de intimidade, Kevin mostra a importância de um colo amigo. Confira a crítica completa.

Sabe a importância de um colo amigo, quando precisamos conversar, falar da vida e se abrir para colocar os sentimentos para fora? Essa é a trama de Kevin de Joana Oliveira, sobre a intimidade entre as duas.

É a primeira vez que Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin na Uganda. Elas se tornaram amigas há 20 anos quando estudaram juntas na Alemanha e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar a matéria do vivido e um elo de amor e sororidade que resiste à distância e ao tempo.

A diretora usa os atos para justamente mostrar essa abertura entre as duas, então temos um misto de saudade, momentos do passado, filhos e realidade que ambas vivem. A própria forma de filmagem é pensada nisso, de observarmos elas conversando.

A crescência de elementos é interessante, favorecida pela montagem. Temos diversos elementos a serem abordados, seja a saudade das duas, os momentos na Alemanha, os filhos de Kevin e principalmente, como as duas percebem a vida de formas diferentes e têm opiniões distintas. 

Um filme como esse funciona pela intimidade entre as duas, e sempre temos uma visão de como tudo parece natural e sensível ao mesmo tempo, usando Uganda como pano de fundo. 

Essa proximidade com o país de Kevin, acaba sendo um pretexto para mostrar uma nova cultura, de como são as relações em Uganda comparada com o Brasil, e como Kevin tem que lidar com os três filhos e construir sua própria vida, e Joana conduz essas informações aos poucos.

A condução dos assuntos são montados a partir dos cortes entre os momentos das duas, que inicialmente parecem rápidos e secos, para dar essa sensação de tempo passado entre as cenas, mas sempre mantendo a estética de uma câmera mais afastada e deixando fluir. 

Conforme os atos passam, os temas ficam mais pessoais, principalmente para Joana, como se ela fosse se libertando e Kevin estivesse ali para ser o colo. Um dos poucos momentos onde a amiga de Uganda não é o foco, principalmente por mostrar o passado e suas escolhas que a trouxeram a este momento. 

O longa não é complexo tecnicamente, mas compensa isso com a intimidade, como se observássemos duas amigas conversando e se sentindo bem e mais leve com essa interação. 

Kevin mostra com as relações humanas são importantes, para trabalharmos os nossos sentimentos adiante, e nos sentirmos mais confortáveis com as nossas ideias na cabeça, e entender que tudo que passamos tem um motivo e razão para acontecer. 

Nota: 2,5/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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