Cinema, Crítica de Filme

| Morte Morte Morte | Crítica

Em um filme que sabe executar uma história simples, Morte Morte Morte te prende na tela de uma forma surpreendente e com bastante intensidade. Confira a crítica completa.

A A24 tem chamado a atenção pelos filmes que produz, seja pelas tramas diferentes ou por trazer novas formas de contar histórias, fora dos blockbusters. Quando Morte Morte Morte foi anunciado, não gerou grande expectativas, afinal apenas prometia um slasher com elenco jovem e pouco conhecido, mas quando ele começou a ser exibido, mostrou que o roteiro de Sarah DeLappe e Kristen Roupenian é intenso e a direção de Halina Reijn soube incorporar todos os elementos. 

O elenco jovem é plural, não só por diversidade de corpos e etnias, mas pelas personalidades escolhidas. E os diálogos mostram esses atritos entre eles e evidenciam que temos diferenças e semelhanças. E também mostra ao espectador que haverá tensão o tempo inteiro, além de divulgar o passado dos personagens.

O jogo mostrado é apenas um pano de fundo, para as relações que são aprofundadas na escuridão causada pelo furacão. E a sucessão de eventos, dificilmente perdem a tensão criada, os poucos pontos de respiro, são apenas para mudar os personagens de lugar dentro da casa. Apenas pelo fato de conseguir manter essa estrutura, o longa já é elogiável. 

Isso também se dá pela câmera que sempre procura o rosto do personagem, e traz planos e contra planos diferentes, a fotografia também soube utilizar os pontos de luz de lanternas e os celulares para manter as cenas bem iluminadas, e conseguir usar a escuridão como um elemento de sustos e incertezas.

A narrativa é simples, afinal é um slasher com mortes pontuadas, se mantém pelas trocas de tramas entre as personagens. E elas sempre possuem uma pontuação baseada no real, como a influência do dinheiro, a inconsequência da juventude e relações familiares difíceis. Até mesmo as escolhas amorosas entram em jogo.

O sucesso disso também passa pelas atuações do elenco, que todos impressionam aqui. Claro, que temos uma diferença de tela entre os personagens, e acabamos prestando mais atenção em Maria Bakalova (Bee) e Amandla Stenberg (Sophie), mas há cuidado em aproveitar todos.

O assassino também se destaca, afinal por diversos momentos não entendemos sua real motivação e quem seria o real. Os diversos conflitos, mudam a percepção do espectador, principalmente quando os atos focam em um personagem, explicando seu passado e seus dilemas com os outros. 

Há apenas alguns exageros no uso da casa, para tentar mais tensão, que na maioria das vezes é desnecessária, e pelo furacão não causar grandes destruições na casa, não há um vidro quebrado sequer. E também a resistência dos celulares a chuvas e suas lanternas. Há alguns momentos que decepcionam, por justamente termos um bom longa inventivo.


Morte Morte Morte é uma boa surpresa para o gênero, e consegue se estruturar bem com uma ideia simples, com execuções intensas e mantém na trama com facilidade, mesmo espectadores que não gostam deste tipo de filme, vão acabar achando interessante pela forma com que ele conta sua história.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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