Animação, Streaming

| A Fera do Mar | Crítica

A Fera do Mar usa os monstros reais para falar dos nossos anseios e busca pelo nosso lugar no mundo, em uma história fantástica e boa aventura.

THE SEA BEAST – (L-R) Karl Urban as Jacob Holland and Zaris-Angel Hator as Maisie Brumble. Cr: NETFLIX © 2022

O diretor Chris Williams conhecido pelas animações Bolt – O Supercão (2008) e Operação Big Hero (2014), estreia na Netflix  A Fera do Mar (2022), mas mantém as histórias de família que conhecemos, em uma aventura com traços impecáveis em uma trama aventuresca. 

Neste filme temos uma menina que entra escondida no navio de um grande caçador de monstros marinhos. Juntos, eles iniciam uma jornada épica por águas desconhecidas.

Os monstros aqui não são contos ou fábulas, eles são reais e são caçados, com o intuito de proteger o reino. E vamos entendendo como esses caçadores constroem uma fama contra eles, mas nada é tão bonito quanto parece.

O traço é lindo, não deixando nada a desejar para animações pensadas para o cinema. Principalmente nos cabelos cacheados na menina protagonista e na proporção dos monstros e navios. 

THE SEA BEAST – (L-R) Zaris-Angel Hator as Maisie Brumble, Jared Harris as Captain Crow, Karl Urban as Jacob Holland and Marianne Jean-Baptiste as Sarah Sharpe. Cr: NETFLIX © 2022

A troca de vilania chama a atenção, já que não temos um vilão caricato, que chama para a si a trama, esse movimento mantém o espectador na história, e foge do esperado em tramas com apelo infantil em alguns momentos. 

Os monstros reais, além de seres diferentes, como nomes e habilidades distintas, são usados para falar sobre os nossos anseios e formas de se encontrar no mundo. Afinal, se não há mais monstros, como um caçador vive sua vida?

O reino usado como um elemento de monarquia, que ensina a sua população que os monstros precisam morrer, inclusive histórias são contadas às crianças para justificar seus meios. Não é comum que a política apareça com um elemento tão forte.

E a história é boa, não só por que tem uma aventura linda para crianças, mas sabe falar com os adultos quando aborda questões como emprego, sonhos e questionamentos sobre escolha da vida. O protagonista (Que tem a voz original de Karl Urban) representa essas escolhas que temos que fazer quando adultos. 

THE SEA BEAST – (Pictured) Brickleback and The Inevitable . Cr: Netflix © 2022

Algo que também chama a atenção, é a forma que a animação lida com a morte, com exceção dos protagonistas, os outros estão sujeitos a morrer, e eles não tem uma trama descartável para isso, até os secundários tem uma história de fundo, ou seja, você se importa com todos que vemos. 

E como o protagonismo tem idades diferentes, o roteiro sabe balancear essas diferentes formas de se ver a vida e como encará-la. Temos sonhos infantis e adultos balanceados sem precisar de justificativas em tela para a troca. Os diálogos entre os dois fazem este trabalho. 

A forma com que vemos a trama, tem um trabalho linear e dinâmico, com algumas perdas de forças em alguns momentos, já que temos poucos elementos para uma piada ou trocadilhos, A Fera do Mar é mais séria e a leveza fica restrita apenas às crianças da trama. 


Com poucas animações chamando a atenção este ano por causa principalmente da trama, pode ser que A Fera do Mar tenha uma chance.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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