Cinema, Crítica de Filme

| Miss França | Crítica

Miss França mostra em uma história doce, que a busca de um sonho é dura, complexa e lenta.

Miss França conta a história Alex (Alexandre Wetter) tem a ambição ganhar o título que dá nome ao longa. Aos 24 anos, ele recupera o sonho de infância e, escondendo a sua identidade masculina, entra na competição pelo título da mais bela mulher francesa. Apoiado por sua excêntrica família, Alex vai enfrentando as fases do concurso e descobrindo um mundo de beleza, exigência e sofisticação, no qual o maior prêmio será a felicidade de ser ele mesmo.

A história escrita e dirigida por Ruben Alves fala de sonhos, mas não fala de um caminho perfeito e conciso, sabemos que uma conquista é uma união de resultados pessoais e principalmente perseverança. E temos que não só acreditar em nós mesmos, mas uma rede de apoio também é necessária.

Mesmo com um caminho seguro na história, ela não se perde na trilha real que segue, os percalços são inúmeros, mas a forma com que eles se resolvem seguem uma tratativa baseada em elementos que condizem com uma história que mostra um pessoa comum alcançando um sonho.

O aspecto andrógeno do protagonista é explorado à exaustão aqui, justamente por se tratar por se tratar de uma Miss, há cuidados para se manter uma pele impecável, uma aparência saudável e sempre estar sorrindo. Claro, que o longa também se aproveita disso para mostrar toda essa ‘perfeição’ que um concurso desse possui.

Os personagens secundários trazem essa rede de apoio, mas o destaque fica pelas diferentes personalidades que eles possuem. O grupo abraça o sonho de Alex, como se fosse deles, não há aquele clichê de melhor amigo(a), todos adicionam elementos importantes para a trama, a sua forma. 

Esconder seu sexo biólogico é algo complicado, que passa despercebido com o andamento do filme. Não há momentos que poderiam levar a uma descoberta, ou algo que poderia mudar a trama, caso ele se revele, por mais que isso ocorra em um momento chave (Bem executado, diga-se de passagem), poderia aparecer em alguns momentos, ou trazer alguma tensão.

Trazer um filme com uma abordagem forte e ainda brincar com o universo das misses sem precisar de um alívio cômico ou de elementos megalomaníacos. Ele entende perfeitamente os dois mundos em que transita, mudando de temas quando necessário. 

Ele transcorre bem, faltando algumas explicações ali e aqui, para deixar evidente algumas atitudes, alguns momentos os diálogos são rápidos para mudar a cena rapidamente, principalmente nos atos finais. A criatividade do roteiro poderia ser também aplicada a elementos estruturais da narrativa, para deixar tudo claro ao espectador em escolhas dos personagens, por mais que elas sejam para dar ritmo a história, algumas ficaram vagas. 

A comunidade lgbtqia+ presente aqui é sutil, com exceção dos homens que prostituem vestidos de mulher. A forma que vemos é natural, os personagens estão bem inseridos em suas personas, sem precisar daqueles trejeitos saturados principalmente em homens gays.
Miss França conta uma boa história que não precisa se apoiar em elementos conhecidos para falar da realização dos sonhos de Alex, mesmo tendo alguns percalços em alguns atos, encanta e traz um bom filme.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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