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| A Princesa da Yakuza | Crítica

A Princesa da Yakuza é um filme nacional incomum, mas tem dificuldade em empolgar o espectador em alguns momentos. Confira a crítica completa.

A Princesa da Yakuza é baseado na HQ de Danilo Beyruth publicada em 2018, e o longa que estreou na Netflix recentemente mostra as qualidades e defeitos da obra, em uma aventura plástica, com um leve ar cult.

O longa conta a história de Akemi (Masumi Tsunoda), herdeira do chefe da organização criminosa transnacional Yakuza, que após o assassinato do seu pai foi trazida ainda bebê para o Brasil, onde foi criada na maior comunidade japonesa do mundo, o bairro da Liberdade, em São Paulo. Após seu aniversário de 21 anos, os fantasmas do passado de Akemi chegam ao Brasil para terminar o que haviam começado no Japão.

Mesmo sendo uma coprodução entre países, Princesa é um longa brasileiro. A direção de  Vincente Amorim (Motorrad) tem uma fotografia incrível e uma narrativa com diversos arcos que mantém o espectador na trama. O problema é que algumas são claramente descartáveis, mesmo com grandes cenas de ação.

Ao assistir este filme percebemos que o diretor usa referências de outros diretores para suas cenas, seja a câmera próxima dos atores e transitando com facilidade entre os planos, a união entre a fotografia diferente, trilhas e as coreografias de ação.

O principal problema são as oscilações na trama que atrapalham o andamento, há elementos bons, mas alguns poderiam ter sido retirados ou reduzidos. O primeiro ato é um exemplo, ele é longo, e demora para explicar os personagens protagonistas e como eles se encontrarão. 

A conquista dele acaba sendo a transição de gêneros com certa facilidade, sem precisar de grande esforço. Podia apenas manter os mesmo nível entre eles, as lutas individuais funcionam, mas os embates coletivos possuem dificuldades.

As referências são sutis, mas algumas são claras. Como os agasalhos amarelos com listras pretas dos lutadores oponentes num dos últimos confrontos, remetendo a Kill Bill (2003/2004), uma pena que os elementos ficam apenas no grafismo, na prática ele sofre com alguns problemas de montagem.

Assim como Motorrad, é um filme nacional diferente. Possui um visual e narrativa única, com uma fotografia pouco usada. Talvez o fato dele ser algo não visto recentemente é o que o torna também vazio, em alguns momentos.

Ps.: O filme tem uma cena pós- créditos, indicando uma possível continuação.

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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