Cinema, Crítica de Filme

| No Ritmo da Vida | Crítica

No Ritmo da vida mostra que se encontrar na vida leva tempo, mas vale a pena. Confira a crítica completa.

Após uma separação, Russell (Thomas Duplessie) deixa a cidade e parte para o campo, onde sua avó doente Margaret resiste à ideia de viver em um lar de idosos. Enquanto cuida de sua avó, Russell procura novas perspectivas como uma drag queen novata em um bar local e acaba tendo um inesperado encontro romântico.

A jornada da vida é que o novo filme de Phil Connell (Kissing Drew) traz para a telona, quem busca se encontrar ou buscar algum prazer na vida, se sentirá incluído aqui. Mesmo com uma temática Lgbtqia+, o longa consegue falar de temas atuais de uma forma certeira. 

Russel tem dificuldade de aceitação, não pelo seu trabalho de drag, mas sim de entender se este é o seu caminho para o futuro. O roteiro do próprio diretor e Genevieve Scott, busca falar das idade que tentamos entender nosso lugar no mundo e posição.

Isso traz ao filme diversas subtramas ligadas ao protagonista, ele não só tem que lidar com suas escolhas profissionais, como pessoais e família, já que sua avó precisa de cuidados intensivos. Mesmo trazendo uma família disfuncional básica, o longa consegue aprofundar seus temas e trazer informações pertinentes.

Para trazer a realidade e trabalho das drags à tona, se faz necessário uma boa música. E isso, este filme tem de sobra. As trilhas de construção, aqueles momentos que o personagem reflete sobre si, e as músicas de ‘libertação’ são acertadas, não há como não sentir empatia e se conectar aos personagens nestes momentos chave.

Thomas Duplessie é preciso em sua interpretação, já que ele precisa balancear e favorecer a montagem de sua história e quem o rodeia. Inicialmente, parece ser algo excessivo, já que o filme exagera e expõe demais, mas os atos seguintes, mais lentos e contemplativos, exercem a função certa sobre Russel.

As trilhas e maquiagem auxiliam neste processo inclusive, seja para mostrar toda a potência de Sugar (A personalidade drag de Thomas) e toda sua capacidade de cantar e dançar. A direção usa isso como os grandes momentos do longa. Não só pela apresentação de sugar, mas das outras drags. É um momento à parte, que engrandece a tela. 

E o lado humano que Russel mostra ao ajudar sua vó, de construir uma nova relação com a mãe, e ainda buscar um emprego. Traz realidade ao filme, e mostra como a vida é se equilibrar em diversos lugares.


Ritmo da vida é um filme sobre a vida, mas não perde a intensidade em nenhum dos atos, ele consegue manter sua estrutura impactante. As apresentações funcionam como alívio, para descarregar a tensão criada. E por ter uma história pautada no real, entretém sem precisar arcos dramáticos pautados.

Nota 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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