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| Moonfall – Ameaça Lunar | Crítica

Moonfall – Ameaça Lunar mostra que destruição do planeta ainda diverte

Crédito: Diamond Flms

Rolland Emmerich retorna ao estilo de filme que conhecemos dele, depois de Independence Day (1996), O Dia Depois de Amanhã e 2012 (2009), temos em Moonfall – Ameaça Lunar outra forma de destruir o planeta Terra e toda a vida presente nele.

No filme, uma força misteriosa tira a Lua da sua órbita em torno da Terra e envia-a numa rota de colisão capaz de aniquilar a vida como a conhecemos. Semanas antes do impacto, e com o mundo à beira de aniquilação, Jo Fowler (Halle Berry), executiva e ex-astronauta da NASA está convencida que tem a chave para nos salvar a todos – mas apenas um astronauta do seu passado, Brian Harper (Patrick Wilson), e o teórico conspiracionista, K. C. Houseman (John Bradley), acreditam nela. Estes heróis improváveis vão ter de se lançar numa última missão impossível no espaço, deixando para trás todos os que amam, apenas para descobrir que a nossa Lua não é o que pensávamos que era.

Ter um diretor que tem no seu currículo longas deste gênero, facilita muito para o ritmo e na construção de atos, aliado a grandes efeitos, mas Moonfall não tem algo que os outros filmes possuem, que é uma história, que mesmo que seja ficcional, precisa entreter e ser pouco cerebral, fazer com que o espectador entre na narrativa facilmente. 

Mesmo com os percalços dos primeiros atos, o roteiro incorpora os fatos conspiratórios, inclusive um deles é um dos grandes centros da trama, mas como já foi dito o filme busca elementos em excessos e explica pouco cada um deles. 

Crédito: Diamond Flms

Na parte catástrofe, os efeitos e sonorização são impactantes, com alta dosagem e emergência o tempo inteiro. Há claramente cenas apenas para mostrar o planeta sendo destruído, sem diálogos. Há contemplação do que ocorre.    

A relação entre o casal protagonista tem oscilações interessantes para um longa deste gênero, eles estão juntos em alguns atos e buscando respostas a sua sua forma em outros, mostrando que o elemento humano, continua sendo um dos pontos fortes do roteiro de Emmerich.

O conspirador feito por John Bradley (Game Of Thrones) tem o melhor comportamento dentro do filme, seja quando ele é o grande alívio cômico ou quando ele traz a compreensão do que ocorre para o espectador, além de sempre buscar que é o ‘cara’ da razão do filme, não os cientistas. 

O trio encabeçado em alguns momentos da trama, tem problemas, pela diversidade de conteúdo abordado e tempo de tela, e por sempre trazer mais alguém da família do casal em momentos questionáveis, já que temos um planeta para salvar.

Crédito: Diamond Flms

A missão final é tentar juntar esses elementos, com as destruições,  arcos familiares e conspirações, para salvar o único planeta que temos. Essa união tenta trazer as pontas soltas pela narrativa e uni-las nas maiores cenas de destruição do longa. Funciona, mas não como queremos. 


Moonfall – Ameaça Lunar é um bom filme para quem gosta deste tipo de gênero, e da destruição desenfreada, mas apara quem busca uma trama densa que justifique tudo isso, pode se decepcionar em alguns momentos.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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