Cinema, Crítica de Filme

| To Ryca 2 | Crítica

Samantha Schmütz esbanja carisma em um filme que mostra diversos estereótipos entre ricos e pobres

Após ficar rica, paga mais caro em tudo que quer e que pode pagar, sem pensar nas consequências. A fortuna de Selminha (Samantha Schmütz) e todo seu dinheiro são colocados à prova quando uma estranha aparece do nada e coloca o dedo em tudo que não é dela. Para piorar, a estranha tem o mesmo nome que Selminha e se diz herdeira legítima da fortuna. Todos os bens de Selminha são congelados e sua única fonte de renda vira a que lhe é concedida pela justiça: 30 reais por dia, ou seja um salário mínimo por mês. 

A reviravolta que o longa traz, faz agora a inversão de valores, agora a protagonista se vê pobre, ou melhor, sobrevivendo com um salário mínimo. O roteiro faz o básico justamente para se apoiar no enorme carisma de Samantha, nas cenas para divertir e fazer graça.

O longa consegue grandes cenas, para divertir o espectador, trazendo um pouco de realidade para a tela, o problema é que o filme exagera nos estereótipos e na forma de contar sua história. Diverte, mas tem problemas.

A amizade entre Selminha e Luane (Katiuscia Canoro) é o grande centro também, por trazer a cumplicidade, e facilitar algumas piadas, já que há intimidade entre as duas. A química entre elas é certeira, traz leveza e discute bem os problemas que agora Selminha possui.

O problema acaba sendo as escolhas que o filme propõe para mostrar essa nova vida da protagonista, o cabelo e a roupa muda para elementos estereotipados e respostas simples. O roteiro que sabe usar a potência de Samantha, mas tem tem diversos apontamentos incorretos que faz na jornada de reencontro.

E ele tem elementos de criatividade como o crescimento de personagens coadjuvantes, Evelyn Castro e Erom Cordeiro, que começam de uma forma simples, e tem diversas inversões ao longo dos vários pontos de virada, mesmo com pouco tempo de tela.

A história é divertida e leve, com as surpresas voltadas para os secundários, conseguem entreter na nova jornada de Selminha, ela aprende com os seus erros, mudando sua forma de viver, com agilidade, já que o longa tem um ritmo acelerado.

O longa também aposta na diversidade de personagens, de aproveitar os diversos tipos de pessoas que temos em regiões humildes, são pequenas participações, mas como ele traz isso é interessante e agrega pequenos valores.

As falhas de narrativa acabam sendo engolidas pela grande presença de Samantha Schmütz, que está perfeita no papel. Tem as melhores piadas e ações, uma jornada esperada e divertida. Não é um grande filme de humor, mas cumpre sua função de divertir e entreter. 

Nota 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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