Cinema, Crítica de Filme

| Eduardo e Mônica | Crítica

Em um filme que apresenta várias formas de relações, Eduardo e Mônica preza na história simples para mostrar o amor em várias fases 

Crédito: Janine Moraes

Depois de uma recepção morna de Faroeste Caboclo (2013), que talvez novas incursões as músicas da Legião Urbana não fossem mais ocorrer, porém com o lançamento de Eduardo e Mônica entende que uma nova abordagem por ser a saída para adaptar as canções para uma nova mídia. 

No filme, uma série de coincidências levam Eduardo (Gabriel Leone) a conhecer Mônica (Alice Braga) em uma festa. Uma curiosidade é despertada entre os dois e, apesar de não serem parecidos, eles se apaixonam perdidamente. Em Brasília, na década de 1980, esse amor precisa amadurecer e aprender a superar as diferenças.

Crédito: Janine Moraes

As canções da banda são densas, no intuito de apresentar e construir uma narrativa, que realmente, adaptar para uma nova mídia é um grande desafio, dessa vez o roteiro final escrito por Claudia Souto, Jessica Candal, Matheus Souza e Michele Frantz, tira o pé do acelerador para dar tempo de espectador conhecer a dupla.

Aqui temos a inda e vinda de Eduardo e Mônica como um casal, e suas diferentes formas de entender uma ao outro e sua própria versão do que é o amor. A diferença de idade que conhecemos, fica claro, a cada diálogo, cena e ato. Isso deixa espaço para as personalidades do casal fluírem  com mais clareza.

Essa mudança deles, seja de busca de sonhos ou sentimentos, ocorre de uma lenta (E isso é bom), para entendermos o casal, e como eles tentar resistir ao tempo. E isso vem cheio de emoção, primeiro pela diferença entre eles e essa vontade a la comedia romântica que os dois fiquem juntos, por mais que saibamos o que ocorre com eles no futuro.

Crédito: Janine Moraes

A forma com que vemos isso, também se atrela as amizades e os familiares dos dois , seja no amigo do cursinho feito por Victor Lamoglia e na família de Mônica que tenta ajudá-la a se encontrar, seja na medicina ou nas artes.

A química demonstra pelos protagonistas é arrebatadora, seja pelas certezas da vida que Alice Braga traz, ou aquela leve ingenuidade que Gabriel Leone incorpora ao seu Eduardo, enquanto ele tenta decidir o que fará neste começo de vida adulta. E quando estão separadas, também consegue trazer realidades diferentes e várias formas de se encontrar.

As cenas feitas por Renê aproveitam essa química, seja com planos mais próximos, usando a força dos dois para os grandes momentos, para trazer as mudanças de humor que um relacionamento possui. Há momentos dramáticos, doces e de reencontros, que até podem ser previsíveis, mas são ótimas.

E também diferente de Faroeste Caboclo há um uso mais efetivo das informações da Legião Urbana, fora da canção que dá origem ao filme. São bem sutis, mas os fãs reconhecem e entendem, ainda mais da forma orgânica que tudo ocorre.

Eduardo e Mônica é sim um filme previsível, mas ele consegue encantar e entregar uma narrativa interessante, que ‘aquece o coração’ nos momentos certos. E por ter protagonistas com motivações diferentes, que te entretém, mesmo você sabendo que o  filhinho do Eduardo Tá de recuperação no final.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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