Cinema, Crítica de Filme

| Matrix Resurections | Crítica

Em um filme que une a nostalgia e novos elementos, Matrix Resurrections traz a franquia de volta aos holofotes do jeito certo. Confira a crítica completa.

Que Matrix de 99 é referência dos cinemas, é inegável. O que este filme representa para a indústria em termos de originalidade, trilhas e efeitos visuais é um marco, as sequências que vieram em 2003, não souberam nem encostar na repercussão que o filme dos irmãos (Hoje, irmãs) Wachowski conseguiram.

E como o próprio filme diz, este quarto filme sai, com ou sem aprovação de vocês, Ressurections parecia ser mais uma tentativa do estúdio em trazer um produto para um novo público, apenas como exemplo, a própria Warner fez isso este ano com Space Jam: Um Novo Legado, que é divertido, a versão de 95 continua intocável, mas ao entrarmos em Matrix, percebemos que houve mais cuidados, principalmente respeitando as novas tecnologias e o que os filmes anteriores construíram.

Realmente o final de Revolutions foi respeitado e o novo filme tem que explicar como chegamos a Neo (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss) de volta à Matrix. O roteiro de David Mitchell (A Viagem) e Aleksandar Hemon (Love Island) souberam não só dar um ‘novo ar’ à franquia como trouxeram novas loucuras que fazem sentido dentro do universo Matrix.

Yahya Abdul-Mateen II como Morpheus

Aqui temos um Thomas Anderson (Keanu), que está trabalhando no quarto jogo de uma franquia, que inclusive venceu algumas categorias no Game Awards (O troféu aparece em alguns momentos), neste trabalho percebemos que os games anteriores são as histórias dos longas anteriores, mas como Matrix é sobre não saber distinguir o que é real ou não, ele desenvolveu problemas psicológicos, por isso ele toma um remédio (Que obviamente seriam pílulas azuis) e passa por consultas com um analista (Neil Patrick Harris)

E partir deste trivial, vamos conhecendo a nova realidade da franquia, os personagens novos são a ponte para o novo mundo, com exceção Yahya Abdul-Mateen II, que faz a sua versão de Morpheus, mas ao mesmo tempo não nos deixa esquecer de Laurence Fishburne e Jonathan Groff que incorpora a versão de Hugo Weaving para uma nova realidade, as novas adições sejam são certeiras, mesmo com a diferença de tela que alguns tem, agregam algo a trama a sua forma. 

Os efeitos visuais e práticos que são referência nos começo dos anos 2000, agora recebem um tratamento moderno e fluido, principalmente nas linhas de códigos que compõem a Matrix, podemos encontrá-la agora com mais facilidade e mais agregada aos elementos dos cenários. 

Trinity (Carrie-Anne Moss) e Neo (Keanu Reeves)

A ação também recebe novos aspectos, de novas câmeras, mostrando a perseguição de mais ângulos, de trocas mais rápidas e subtramas envolvidas, não temos apenas Neo e Trinity nas grandes cenas, há mais elementos, personagens e uma nova escala. 

As cores de Matrix, que são características, são a grande preservação dos longas originais, novamente fica claro quando estamos na Matrix e fora dela, pelos filtros escolhidos. Mesmo com os grandes planos que mostram mais da cidade e com mais uso do Sol como elemento, há como encontrar a fotografia dos longas anteriores.

A história traz os elementos de Neo ser o escolhido, mas a inversão de trazer Trinity como o grande centro amoroso e da força, é a mudança de chave que a franquia precisa, afinal Matrix são os dois. E como temos uma nova narrativa que envolve o casal, traz frescor e novas ideias.


Matrix Resurrections tinha tudo pra ser uma tentativa do estúdio de vitalizar algo e ser um grande problema de crítica e público, mas para nossa sorte, não só traz o longa consagrado para um novos espectadores, e uma história, que mesmo com seus problemas, traz algo que combina com Matrix, então está na hora da pílula vermelha mais uma vez.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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