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| Far Cry 6 | Review

Far Cry 6 entrega uma boa história e gráficos, mas os padrões da franquia prevalecem no novo game da franquia, com alguns bugs no inimigos e cenário, mas é um bom game. Confira o review completo.

O novo game da Ubisoft apresenta a fictícia Yara, um país que tem no comando o fascista Antón Castillo (Giancarlo Esposito). Você comanda  Dani Rojas (que pode ser ele ou ela), lutando junto à guerrilha Libertad, liderada por Clara García, para matar Castillo e tirar seu governo autoritário do poder.

O game tem uma história cativante que é bem diferente dos últimos games da franquia, mas mantém a aventura e o FPS que conhecemos. A fotografia dos cenários também é diferente, seja por Yara tem muitos ambientes litorâneos e ambientes de mata, com profundidade e riqueza de detalhes.

Narrativa principal / História

Mesmo seguindo os padrões ‘Far Cry’ de aventura e câmera em primeira pessoa, a história apresentada é cativante e prende o jogador, por fazer sentido e por ter um ritmo intenso nos primeiros momentos. A narrativa apresentada aqui é diferente dos produtos anteriores, não há como encontrar semelhanças nos vilões passados. Há muita originalidade aqui, mesmo que Yara lembre muito Cuba.

No game vemos que Antón Castillo (Giancarlo Esposito), filho do líder deposto Santos Espinosa, foi eleito ‘democraticamente’. Seu antecessor realizou um grande bloqueio comercial na ilha, o que prejudicou o local por diversas gerações.

O vilão ganha a potência de Giancarlo na sua interpretação, algo que percebemos nos outros vilões, o ator trouxe personalidade ao  ditador e o roteiro incorpora elementos políticos da América do Sul para mais realidade e profundidade do personagem. E além temos Diego Castillo de apenas 13 anos que está inserido neste meio para se tornar o pai, porém a cada novo ato da história percebemos que ele tem outras coisas em mente. 

O jogador está inserido nessa Yara, autoritária e com um povo que quer mudança, mas não sabe como, as ações da Libertad se mostram necessárias, e que elas serão feitas aos poucos para ir diminuindo o poder de seu ditador aos poucos.

O poder de seu presidente vem através do Viviro, uma planta que é a principal fonte econômica do país. A partir de uma mutação da folha de tabaco, diversos compostos são feitos, que podem inclusive curar o câncer, mas para que ela cresca e possa ser vendida, um agrotóxico que causa diversos danos à saúde humana deve ser administrado, por isso o governo utiliza os que são contra o governo para justamente lançar este produto nos plantios.  

Como isso muitos são sequestrados, mortos, torturados ou explorados até o limite da vida. A situação faz com que um grupo revolucionário cresça para justamente liberar Yara deste regime. 

O jogador controla Dani Rojas (Que pode ser mulher ou homem, você escolhe), que se torna guerrilheiro por acidente, pois ele tenta fugir para os Estados Unidos e acaba tendo seu barco de fuga interceptado. O ato acaba matando sua irmã, uma guerrilheira com conexões e conhecida. O acidente o faz conhecer Clara Garcia, a líder do grupo Libertad. E partir das missões vamos conhecendo os outros membros do grupo, alguns fazem as vezes de ‘tutorial’ para liberarmos armas e modos, já outros são mais importantes para a história. 

Quando enfim chegamos ao grupo, entendemos que o game funciona de três formas, a primeira comum onde seguimos as missões conforme elas forem sendo dadas, a segunda são de exploração da ilha que consiste em conhecermos a história local, com quests secundárias, além de corridas e brigas de galo, que agregam pouco a narrativa principal, e a terceira onde você pode fazer tudo isso na ordem que preferir.

Gameplay

O game em si mantém a estrutura da franquia, com FPS, onde só vemos nosso personagem nas cutscenes (Que são belíssimas), há elementos de aventura e um mundo aberto a ser explorado na ordem que o jogador preferir.

Essa estrutura mantém os combates imersivos, com elementos brutais (Quando matamos furtivamente), na dirigibilidade dos veículos e ao caminhar pelos diferentes ambientes. 

Para quem já jogou algo relacionado a Far Cry, não gera problemas ou surpresas, os novos jogadores podem precisar de um tempo para se acostumar, mas nada que as primeiras missões não resolvam. 

O jogador também terá um parceiro permanente durante as missões, eles são bem ecléticos, desde um crocodilo com um uniforme (É sério) e Chorizo, um basset com cadeira de rodas que auxiliam no intuito de atrapalhar os inimigos. Isso auxilia no combate, principalmente quando há muitos inimigos na tela. 

Os itens são coletados por diversos locais espalhados pelo mapa, além daquela retirada que ocorre nos inimigos abatidos. Ainda há a possibilidade de troca e venda de itens no mercado por pesos yaranos (A moeda local), o jogador também pode caçar e pescar para adquirir peles. Só poderia ter uma interação melhor com estes itens, basta chegar perto e o Rojas o recolhe, sem se mexer. 

As habilidades do jogador evoluem conforme o avanço na história, com isso é possível editar armas liberadas, desbloquear itens em missões e side quests específicas. Como estamos em um guerrilhas temos muitos acessórios improvisados, como silenciadores feitos de plástico, com ar muito caseiro aos itens.

Também é possível realizar modificações no Supremo, a principal arma do game, já que ela pode abater um grande números de inimigos ou grandes veículos, com apenas um movimento ou combinação de botões, mas seu carregamento é lento, então o jogador deve pensar corretamente quando usar.

Como temos inimigos diferentes, o jogador deve escolher bem quais armas usar antes de uma missão, pois em alguns momentos são soldados comuns e outras temos tanques, soldados com armaduras e helicópteros.

Nessas invasões são os momentos que percebemos os principais bugs do jogo, seja pelo seu companheiro que consegue chegar próximo aos inimigos sem causar nenhum alarde, ou quando você mata brutalmente um soldado no modo stealth e não gera nenhum problema. Fora que a inteligência deles é questionável em alguns momentos. Se você jogar no modo história, fica mais evidente o problema, já que este modo diminui a dificuldade de matar os inimigos. 

Missões

Além de oferecer diversas missões, não há uma ordem definida para se realizá-las. Essa liberdade leva tempo, mas quando chegamos na ilha, podemos ir para qualquer caminho, na ordem que queremos. Como são pontos no mapa, o jogador escolhe para onde ir, o mesmo ocorre com as side quests e a customização do personagem. 

Resultado final / Conclusão

Far Cry 6 não decepciona os fãs da franquia, e pode ser inclusive porta de entrada para fãs, já que não conversa com os títulos anteriores. Traz uma narrativa imersiva e muito próxima a nós, principalmente latinos, que vão encontrar no vilão e na ambientação elementos culturais comuns da região. 

A gameplay traz elementos esperados e dentro da construção da franquia. As principais diferenças ficam nas escolhas da missão e na alteração de itens, que é bem criativa. Os dois modos de jogo conseguem divertir, porém o modo ação não aumenta a dificuldade de uma forma considerável .

Os bugs ficam restritos aos combates e a inteligência artificial dos inimigos, que poderiam ter mais detalhes agregados a sua personalidade. Afinal, um crocodilo de uniforme chega próximo a você e nada ocorrer é no mínimo estranho. 

O jogo está disponível para PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X/S, além de Xbox One, PlayStation 4 (PS4) e PC.

Nota: 3/5

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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