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| Ioiô de Iaiá | Crítica

Ioiô de Iaiá mostra diferentes casais juntos há algum tempo, mas não perde seu tom didático nas diferentes histórias mostradas. Confira a crítica completa do documentário que chegou ao Globoplay

Ioiô de Iaiá é um documentário que narra a relação de sete casais juntos há cerca de cinquenta anos. Num tom intimista, somos introduzidos no convívio diário destes casais e descobrimos como eles amadureceram juntos através dos anos, em relatos que rememoram os sonhos realizados, as dificuldades transpostas lado a lado e aquelas, hoje, impostas pela velhice, os medos comuns, as mudanças na forma de perceber a relação ao longo da vida e no âmbito das transformações sociais do país nas últimas décadas. Amor, lealdade e a proximidade da morte revelam os desafios e a escolha de viver lado a lado.

O documentário tem a estreia da atriz Paula Braun (Amor à Vida) na direção, e traz um efeito didático para as histórias apresentadas, mesmo sendo casais distintos ou com narrativas de vida diferentes, pouco muda entre a forma de conhecermos eles ou elas. Paula busca intervir o mínimo possível para manter a força dos diálogos apresentados. 

Mesmo com essa abordagem técnica parecida entre para mostrar os casais, percebemos o cuidado de trazer histórias diferentes e formas de encarar o amor ao longo do tempo. A única similaridade entre elas continua sendo apenas o tempo que passaram juntos. A diretora inclusive deixa diversos momentos de afeto espalhados pela história, para evitar um ar ‘artificial’ para os relatos.

Como temos sete casais que estão juntos há algum tempo, claro que são esperados momentos de perseverança, de ir contra a família e de acreditar na relação. Mesmo com estes elementos, a narrativa consegue surpreender, seja por não trazer alguma linearidade em alguns momentos ou por trocar o casal apresentado em momentos-chave. Isso traz fluidez, sem precisar se grandes arcos dramáticos.

E como temos uma grande contação de histórias, focadas na relação de amor, e não momentos duros que tenham acontecido, temos um documentário sentimental, que não está focado em te emocionar, e sim de mostrar casais que estão juntos há algum tempo e tem um história de vida que merece sua atenção.

A montagem também preserva essa estrutura quando permite cortes mais longos, para mostrar um detalhe da relação, como o casal com problemas de locomoção, e momentos mais duros que eles contam para a câmera, percebe-se o cuidado em dar visibilidade à vontade dos próprios entrevistados. E da diretora pouco intervir para os deixar contar.

Mesmo com essa variedade de histórias, como aquece o coração para perceber casais, que mesmo com tudo que ocorreram com eles, eles perseveraram e continuaram juntos e construíram sua família, mesmo com a pluralidade de protagonistas, este é o principal tom do documentário. E como vemos as histórias de uma forma diferente a cada momento, mal percebemos o tempo passar.


Ioiô de Iaiá cumpre a sua missão, e entretém sobre o amor à sua forma. com técnicas simples de captação e mínimo de intervenção, mostra que dar força aos personagens reais significa sim, uma boa história.

Nota 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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