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| A Garota da Moto | Crítica

A Garota da Moto traz boas cenas de ação, mas tem história genérica. Confira a crítica completa do filme que está em exibição nos cinemas.

Joana (Maria Casadevall) sempre esteve em estado de alerta, depois de passar anos fugindo de uma perseguição sem fim. Foi graças à vida como motogirl que se viu diante de muitas histórias e de muita gente perigosa. Com o passar do tempo e com o senso de justiça aguçado, ela sempre se arriscou para salvar alguém em perigo.

O longa de Luis Pinheiro (Mulheres Alteradas) traz a versão cinematográfica de A Garota da Mota, série exibida pela SBT de 2016 a 2019. O filme é uma leve continuação da série, mas caminha sozinho sem nenhum problema. Inclusive tem uma estética e fotografia que pouco lembram o material original.

A abordagem aqui é mais ação do que realmente contar uma história, desde a primeira cena percebemos que a narrativa em si, será sobre a capacidade de Joana em resolver as situações problema na base da pancadaria. E os personagens em volta serão para o apoio emocional e conforto.

A fotografia mais escura consegue trazer uma atmosfera mais densa, carregada e dura as cenas mais pesadas, o que é assertivo pensando na rotina da protagonista, dos policiais, e quando há mais violência na tela. As trilhas sonoras escolhidas também foram bem escolhidas.

O núcleo familiar feito por Joana e Nico (Kevin Vechiatto) é bem realizado e montado de uma forma que mesmo com a vida da protagonista sendo tão irreal, acaba trazendo um pouco de realidade. Claro que essa realidade acaba esbarrando em alguns elementos esperados como a mãe protetora e batalhadora, o filho adolescente e o pai ausente. 

O roteiro de David França Mendes incorpora os elementos reais na rotina de Joana de uma forma sutil, mesmo sendo algumas escolhas óbvias, ele consegue imprimir uma consciência humana a protagonista, principalmente no cuidado mãe e filho. Inclusive Kevin Vechiatto (Turma da Mônica: Laços) é uma boa adição ao elenco, ele responde bem e tem a idade certa. 

A história pode ser algo comum, mas nas cenas de ação de A Garota da Moto são colocadas de uma forma mais intensa, principalmente pensando em um luta mais corporal e não tão fluida, em algo mais colocado como defesa pessoal do que uma arte marcial em si. 

Como a protagonista reage aos elementos de proteção e ao pseudo vilão (Duda Nagle) traz uma narrativa diferente e não proposta, quando entendemos os eventos do começo do filme traz alguma novidade no filme genérico que vemos.

O longa explora mais a capacidade de Maria Casadevall (Ilha de Ferro) como um força de ação do que de drama, ou até mesmo como uma pseudo vigilante. Ela responde bem aos grandes momento, porém o longa tem dificuldade em manter a atmosfera dramática, voltando rapidamente a ação.


A Garota da Moto tem boa intenção, mas percorre mal os gêneros que quer trabalhar e desperdiça o grande elenco que possui.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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