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| Mate Ou Morra | Crítica

Em um longa que surpreende na ação e nos elementos de ficção científica, Mate Ou Morra mostra uma história enigmática, mas divertida.

Roy Pulver (Frank Grillo) é um ex-agente das forças especiais que se vê forçado a reviver o dia de sua morte inúmeras vezes. Ele acorda sendo perseguido por assassinos e, de uma forma ou de outra, acaba sempre morrendo no final. Enquanto luta para chegar ao fim do dia com vida, Roy descobre uma mensagem de sua ex-esposa (Naomi Watts) revelando o envolvimento do cientista Ventor (Mel Gibson) nesse ciclo mortal e percebe que a sua família também corre perigo.

O longa dirigido por Joe Carnahan (A Perseguição) traz uma narrativa que mistura ação e ficção científica, seja pelas perseguições de carro bem filmadas e pelos loops temporais que o protagonista está preso desde a primeira cena, temos aqui um bom exemplo de como uma boa história pode transitar entre gêneros com facilidade e ainda entreter.

O filme tem uma linguagem gamer, e mesmo com toda a ciência empregada no roteiro do próprio diretor e Chris Borey (Open Grave) ela acaba sendo mais um elemento a ser trabalhado, e executado de um forma orgânica e englobando todos as informações que vão sendo apresentados.

Roy não é um cara comum, tem um passado, e o longa aborda isso com colocações que não esperamos, com subtramas que agregam. Frank Grillo (Capitão América – O Soldado Invernal) faz um personagem que tem lidar com diversos elementos, e ainda tem que resolver o fato de ter morrido e voltado muitas vezes. 

As cenas de ação impressionam, não só pelo nível técnico delas, mas como são utilizadas. Como vemos o mesmo dia na vida de Roy, as cenas tendem a se repetir, mas como as vemos de ângulos diferentes, ou de outra forma, pois o protagonista está tentando entender como ele está preso a isso e novas escolhas que ele faz.

Estas repetições de tempo acabam fazendo a referência a longas deste tipo, como No Limite do Amanhã (2014) e Feitiço do Tempo (1993) e Looper: Assassinos do Futuro (2012), com o enfoque no primeiro filme, já que a ação permeia mais que os elementos científicos. 

O protagonismo de Frank é enorme, tanto que o vilão de Mel Gibson mal tem tempo para mostrar suas reais intenções e como ele construiu este império no filme. Acaba sendo um personagem genérico, onde o ator apenas mostra os trejeitos, sua imposição nos diálogos e seu controle na equipe, mas é restrito.

A forma de trazer uma analogia familiar, traz um peso dramático não esperado e em torno de Roy, dele usar essa prisão temporal para fazer uma auto análise e refletir sobre como ele lida com sua vida, ex-esposa e filho. Mesmo sendo um longa de ação, as pausas familiares conseguem trazer elementos de drama.  

A criatividade acima da média nos primeiros atos esbarram em alguns clichês do gênero na finalização de atos. Claro, que algumas saídas são para ‘economizar tempo’ e facilitar algumas ações. Nada que comprometa o resultado final, mas havia espaço para outras escolhas.

Frank Grillo é exigido a cada nova cena, afinal algumas são repetidas, mas como são novos sentidos e sentimentos, o panorama muda e temos novos resultados. E os secundários também acompanham o ritmo, claro que muitos mal mudam, afinal pra eles nada mudou.

O protagonista também adiciona novos elementos em sua narração de cenas, uma boa saída para um filme que tem poucos diálogos  e resolve seus problemas como ações principalmente. O que começa como uma narração simples, tem significados de trama aqui.

Mate ou Morra não traz inovações, mas consegue transitar bem entre os gêneros que apresenta, aliado a uma atuação boa de Frank Grillo, não só entretém, como sabe mostrar cenas diferentes como dados alterados com precisão.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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