Cinema, Crítica de Filme

| Aceleração Máxima | Crítica

Em um filme de ação com efeitos questionáveis e uma trama desconexa, Aceleração Máxima entrega um longa complicado em vários sentidos. Confira a crítica completa.

Vladik (Dolph Lundgren) é um senhor do crime que começa a operar em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para prevalecer na cidade, ele sequestra o filho de um concorrente (Natalie Burn), que só será liberado até ela resolver algumas tarefas, que envolvem os desafetos dele.

A premissa do longa dirigido por Michael Merino e Daniel Zirilli traz até um história interessante, afinal mandar o seu inimigo matar seus inimigos é simples e ao mesmo tempo temos a promessa de muita pancadaria, tiroteio e lutas, porém conforme o longa avança percebemos que a narrativa que se mostrava simples tem diversos problemas.

A protagonista feita por Natalie Burn (Os mercenários 3 e Sobreviva a Noite) é uma mulher de poucas palavras, afinal o ritmo do filme exige, e ela tem um tempo reduzido para realizar as tarefas, mas os erros de roteiro e de sequência deixam sua atuação ainda pior. Afinal ela briga sem lógica em alguns momentos.

A fotografia imprime atmosferas diferentes em cada locação, seja por cores diferentes ou luzes posicionadas em alguns locais do cenário. A proposta é interessante, já que isso dá a cada local um pouco de personalidade, e um dinamismo de câmera, quando os personagens transitam entre estes locais tem uma identificação instantânea. Fora que, como todo o filme se passa em uma madrugada, essa quantidade até que faz sentido.

A montagem linear auxilia no entendimento e principalmente por seguir uma sequência lógica, e acaba sendo o que faz mais sentido dentro deste filme, pois toda vez que ela precisa resolver algo, cada momento é concluído de uma forma diferente. Até poderia entreter, mas algumas escolhas são no mínimo estranhas. 

O longa possui Chuck Liddell e Dolph Lundgren repetem a dupla antagonista que já foi vista em A Rebelião (2015), mas aqui a coreografia de lutas não explora o potencial de ambos, além da maioria das brigas não terminar com um arranhão ou um pouco de sangue.

Essa falta também se percebe nos efeitos especiais de péssima qualidade, nos tiroteios são colocados efeitos de luz e som, parecendo aqueles que colocamos em um vídeo caseiro. Em um longa com tantos nomes grandes é muito estranho ver algo assim.

Mesmo com o tema velocidade no título, o longa ocorre pouco dentro de um carro, ele foca nas interações dos personagens, principalmente entre os antagonistas. Com um ritmo comum, só se percebe a aceleração quando aumenta a velocidade da cena em si.


Aceleração Máxima estreia nas plataformas NOW, Looke, Vivo Play, Google Play, Microsoft e iTunes nas versões dublada ou legendada (com áudio original), mas te aviso que é um filme complicado, pelos diálogos estranhos e um roteiro comum.

Nota: 1/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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