Cinema, Crítica de Filme

| Free Guy: Assumindo o Controle | Crítica

Em dos melhores filmes baseados em games, Free Guy: Assumindo o Controle mostra que uma ideia original e bem executada, funciona melhor que se basear em um único game. Confira a crítica completa. 

No quesito adaptação cinematográfica, já tivemos de tudo. Seja histórias baseadas na trama do game em si, como Tomb Raider: A Origem (2018) ou uma nova visão na franquia como Mortal Kombat (2021), mas todos acabam recebendo críticas e reações mistas ou até mesmo negativas, mas como a indústria do cinema não desiste nunca, temos uma nova tentativa em Free Guy: Assumindo o Controle, mas aqui não temos um jogo em específico, temos uma ideia original que se baseia nos universo de diversos games já lançados, e alguns que são sucesso como Free Fire e Fortnite. Inclusive ao ver o filme parece que estamos vendo a versão de Divertida Mente (2015) dos games, afinal e se os NPC’s (São aqueles personagens secundários não jogáveis, que estão ali para as missões do jogo ou figurantes nos cenários) tivesse sentimentos ou até mesmo sonhos de vida.

Somos apresentados a Guy (Ryan Reynolds) um caixa de banco preso a uma entediante rotina tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é um personagem em um jogo interativo. Agora ele precisa aceitar sua realidade e lidar com o fato de que é o único que pode salvar o mundo.

O diretor Shawn Levy (Uma Noite no Museu) traz uma narrativa baseada em games que consegue ser original e uma grande adaptação do mundos games para a telona, por justamente abordar elementos que nunca foram usados e ainda preencher a tela com referências gamers, sem precisar dizer um nome sequer. 

Crédito: 20th Century Studios

Ele soube trazer os eventos que ocorrem quando um game é sucesso, onde vemos os streamers (Aqueles jogadores que fazem uma live enquanto jogam) comentando sobre os lançamentos, o game do filme é chamado de Free City, que não existe, mas recebe diversas informações de jogos populares como as skins coloridas, missões de destruição da cidade e ataques desnecessários a população do jogo.

Inicialmente parece uma grande mistura de informações e um grande astro do cinema, mas o roteiro consegue colocar este mundo de dados atrelado a uma história mostrando os desenvolvedores de Free City como o engenhoso Keys (Joe Keery) e dono da produtora Antwan (Taika Waititi). As relações entre os elementos humanos, digamos assim, possuem boas interações, mas tem alguns clichês como o amor nerd pela garota, as partes menos inventivas. Não comprometem, mas seguem um caminho esperado.

Crédito: 20th Century Studios

 Os traços do game usam como referência visual os games atuais, onde temos um temos uma visão mais pixelada do que um versão realista, as informações mais humanas ficam colocadas apenas para as cenas dentro de Free City, quando vemos uma cena onde os jogadores olham para a tela, temos este traço diferenciado. Um detalhe que parece bobo, mas mostra que houve uma preocupação em retratar o jogo em si. 

Ryan Reynolds consegue novamente trazer um personagem que transita entre a ação e comédia com maestria, claro que como estamos falando de um filme Disney/Century Studios (Fox) não há palavrões, cenas de sangue ou a abordagem mais da comunidade gamer que pode ser tóxica, principalmente com uma mulher gamer. Temos aqui um filme leve, divertido e para toda a família.

A trama que está recheada de clichês de amor nerd, também possui uma infinidade de referências gamers, seja em jogos clássicos ou nos games mais recentes e populares. Fique atento ao fundo e aos elementos que aparecem em Free City.

Crédito: 20th Century Studios


Free Guy: Assumindo o Controle mostra como o cinema precisa de histórias originais, mesmo com um tom mais leve. Estamos em um mar de adaptações literárias e gamer, e temos aqui um exemplo que trabalhar em algo novo pode muitas vezes superar, se precisar de um material para servir como base.

Nota: 4/5

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