Cinema, Crítica de Filme

| L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor | Crítica

Em um filme feminino e divertido, L.O.C.A mostra como mulheres reagem diferentes a seus relacionamentos e como também o superam de formas distintas. Confira a crítica completa.

L. O. C. A. conta a história de três mulheres diferentes, mas que desenvolvem uma amizade inesperada ao conhecerem suas histórias numa das reuniões da L.O.C.A, a Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor. Manuela (Mariana Ximenes), Elena (Debora Lamm) e Rebeca (Roberta Rodrigues) descobrem que têm algo em comum: viveram um relacionamento tóxico e resolvem se unir para superar e se vingar.

O filme escrito e dirigido por Claudia Jovin mostra três narrativas distintas com o mesmo tema. A capacidade de superar um relacionamento ruim, as protagonistas que inicialmente se mostravam diferentes, têm narrativas que se mostram presentes no cotidiano, seja no relacionamento que o homem trai ou quando o homem não quer assumir o relacionamento.

Como temos três protagonistas diferentes que não se conhecem inicialmente, temos uma história cortada para justamente entendermos cada uma delas e seus amores. O Loca do título não está apenas para falar do grupo, mas também para discutir como a mulher é chamada de louca quando está histérica ou exaltada. E como vemos no filme, há motivos para isso, mas chamá-la disso sem entendê-la é algo que a diretora quer discutir aqui.

Crédito: Serendipity Inc

As ações das três são pautadas em reações reais para justamente trazer a mulher que assiste para a história, com leveza e piadas bem centradas, nada de reforçar estereótipos da sociedade. Buscar discutir tantos temas em um filme divertido é o grande acerto de L.O.C.A.

O suposto centro de ‘tratamento’ acaba sendo o ponto de união das tramas, e mesmo assim o ritmo se mantém elevado, há muitas informações ocorrendo na narrativa e continuamos entendendo seus motivos para realizar os atos que irão finalizar o filme. Claro que há alguns exageros e alguns pontos megalomaníacos.

As atrizes protagonistas foram bem escolhidas, assim como o elenco coadjuvante. Mariana Ximenes faz uma jornalista que busca seu espaço e tem um chefe que não percebe seu potencial, a atriz imprime as sensações que um pessoa comum teria ao passar por isso. Roberta Rodrigues transita bem entre a mulher empresária e a que ainda sente algo pelo namorado (Érico Brás) e Débora Lamm mostra as paranoias que uma mulher que pensa que é traída pode passar, só faltou escolher a forma certa de como resolver isso.

Crédito: Serendipity Inc

O longa não busca falar que as mulheres são superiores aos homens, ele tenta explicar como algumas relações podem ser ruins para elas, e que a libertação é o caminho para se seguir. Que temos que ser felizes ao lado da pessoa que escolhemos, e também quando somos alertados que essa relação não é saudável, tentar encontrar o caminho certo.

É difícil aceitar que há algo de errado, ou que você fez escolhas incorretas, o filme não busca te ajudar ou te repreender, mas te mostrar como outras mulheres têm o mesmo problema e que cada uma busca se encontrar e trilhar seu futuro. L.O.C.A foca em relacionamentos, mas também fala de se aceitar e encontrar um grupo de amigas sinceras.

Crédito: Serendipity Inc

Que toda mulher já foi chamada de louca é fato, a sociedade entende que uma mulher com opiniões diferentes deve ser chamada dessa forma, isso ocorre desde uma piada entre amigos ou por um namorado que foi colocado na contra a parede. O longa de Claudia Jovin discute isso e outros assuntos, mas a ideia é trazer leveza.

E quando essa leveza é quebrada nos atos finais, destoam do resultado que vem sendo construído, principalmente pelas escolhas mais duras feitas por algumas personagens, afinal sempre tem a pessoa que pode copiar a ideia. Há alguns exageros que faz com que a ideia linear e até que segura se perca, mesmo que seja apenas para mostrar que mulheres diferentes reagem diferentes. 

L.O.C.A até pode ser perder em alguns momentos, mas mesmo assim entrega uma história séria e divertida, que homens vão entender e mulheres vão se identificar.

Nota: 3/5

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