Ir para conteúdo

| O Labirinto | Crítica

O Labirinto de Donato Carrisi traz um boa atmosfera, pena que se perde em algum momentos, mas consegue entreter e trazer referências a outros produtos do gênero. Confira a crítica completa. 

Samantha (Valentina Bellé) foi encontrada em uma estrada de difícil acesso e com uma perna quebrada, porém ela está desaparecida há 15 anos. Para ajudá-la a entender esse período, e o que ocorreu com ela temos Dr. Green (Dustin Hoffman), que lhe faz uma série de perguntas na tentativa de traçar o perfil do sequestrador. Enquanto isso Bruno Genko (Toni Servillo) foi diagnosticado com uma doença no coração e está com os dias contados, por isso dedica seus últimos dias de vida em tentar solucionar um antigo caso seu: o do sequestro da jovem Samantha.

O thriller mostra dois métodos para a mesma resposta, essa construção de duas tramas é o diferencial aqui, pois não há como saber se elas se conectam de alguma forma, ou se o que se passou com Samantha é real, efeito de drogas ou há um labirinto real na história.

Dr. Green (Dustin Hoffman)

As tramas recebem cortes precisos, para transitarmos entre as duas histórias que são diferentes, até mesmo a fotografia e diálogos são diferentes. Claro que o ritmo é diferente e a trama de Bruno Genko acaba tendo mais espaço por ser os ‘bastidores’ da narrativa de Samantha. Isso  sustenta os primeiros atos do filme, aguçando a curiosidade do espectador. 

O labirinto em si é um grande cenário e é interessante perceber como se encaixa perfeitamente com o que é dito por Samantha com o Dr. Green. E a iluminação fraca e aspecto ficaram bons na tela. E nessas cenas no local e na tentativa de mostrar o vilão, representado por um máscara grotesca de coelho, remetem a títulos que este elemento como um personagem, como O Iluminado (1980) e O Albergue (2005).

Dr. Green (Dustin Hoffman) e Bruno Genko (Toni Servillo)

O diretor que escreveu o livro que se baseia este filme, faz um grande acerto ao trazer essas duas tramas isoladas que estão carregadas de informações, mesmo com um vilão bem caracterizado que destoa das cores usadas no longa. E mesmo assim queremos saber mais sobre ele, e tentar entender o que ocorre com Samantha e principalmente como ela foi parar no Labirinto.

Ao dar muito espaço à trama de Genko, e cenas pequenas com Dr. Green. Acabamos não conseguindo perceber uma grande amplitude no personagem o que prejudica a atuação de Dustin Hoffman, ele acaba ficando estigmatizado. Afinal, todas as cenas parecem uma conversa entre médico e paciente. 

Para quem gosta de tentar resolver o mistério do filme juntando as peças dadas, O Labirinto entrega uma boa história, tem seu próprio vilão bizarro, um detetive e um médico. Filme competente e bem construído, se perde alguns momentos nos atos finais, mas o saldo é positivo.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Twitter: @PareceSerio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: