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| Nem Um Passo Em Falso | Crítica

Em um longa que usa o grande elenco que possui em uma história cheia de tramas, Nem Um Passo em Falso de Steven Soderbergh é um conjunto de elementos balanceados que entretém a cada reviravolta. Confira a crítica completa do longa que chegou ao HBO Max.

Nem um Passo em Falso acompanha um grupo de pequenos criminosos em Detroit na década de 1950. Eles são contratados por uma pessoa anônima para roubar um importante documento. Mas quando seu plano dá terrivelmente errado, o grupo descobre que se envolveu em uma rede de conspirações muito maior do que poderiam imaginar.

O elenco é gigantesco, não por qualidade e sim pela quantidade de grandes atores, a trama central fica entre os personagens de Don Cheadle (Curt) e Benicio Del Toro (Ronald), mas o grande roteiro de Ed Solomon (Truque de Mestre) usa o elenco coadjuvante de uma forma espetacular e todos tem seu momento de tela.

Claro que este excesso causa alguns problemas, como alguns arcos estranhos ou algumas finalizações rápidas, mesmo com quase com 2 horas de duração há algumas escolhas estranhas. São casos isolados já que o restante dos personagens acrescenta a trama.

E temos um filme de contação de história, nada de arcos dramáticos espalhados pelos pontos de virada. Outro motivo pra isso se dá pela linearidade da história, os eventos vão ocorrendo ne tela e se desdobrando a cada cena. Não há tempo pra uma cena de choro na frente do espelho, além dos eventos em sequência, há um tom de urgência que percorre todo o filme.

Como há muitos atores e atrizes em cena, além de troca de narrativas, pois muda o olhar da história a todo momento, fica difícil destacar um ou outro, mas dá pra perceber que o grande elenco incorporou a personalidade de seus personagens, Davi Harbour traz uma inquietação a Matt que se sente pressionado para ajudar o grupo e até Brendan Fraser, que fazia algum tempo que não o víamos em um grande filme, consegue trazer uma grande imposição corporal a seu personagem Doug.

A direção de Steven Soderbergh respeita estes vários elementos trazendo uma filmagem fluída, com foco nos diálogos e pequenas movimentações de câmera quando há muitos personagens em tela. Esta forma também privilegia os grandes cenários de época carregados de detalhes.

A fotografia traz uma atmosfera levemente noir e mais pálida, não temos um filme colorido e cheio de expressões, estas escolhas técnicas condizem com a tensão presente e como a percebemos durante todo o filme imprime mais linearidade a tudo que ocorre.

É difícil encontrar um longa que tenha tantas subtramas e tenha a preocupação de ir encerrando uma a uma, conforme avançamos na história, são tantas que chega a ser difícil perceber os pontos de viradas dos atos, são mudanças que algumas vezes são comuns e a maioria são inesperadas.

Há seus problemas espalhados pela história, era compreensível pela grande história e elenco inchado. Steven faz uma narrativa que mesmo sem grandes arcos dramáticos, consegue entreter e prende a atenção, podia apenas ter alguns pontos de respiros, há muito dinamismo que acaba cansando já que temos quase duas horas de filme.

Nem Um Passo em Falso é um ótima pedida para quem gosta de uma filme de história cheio de mudança e sem aquele alívio cômico para estragar a cena.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Twitter: @PareceSerio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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