Ir para conteúdo

| Pedro e Inês – O Amor Não Descansa | Crítica

Confira a crítica de Pedro e Inês – O Amor não descansa, longa que mostra que o amor encontra sua forma não importando sua linha temporal

O filme Pedro e Inês – O amor não descansa conta a história de um casal que sempre acaba junto em diversas linhas temporais, mas não fique imaginando que é uma reinvenção portuguesa de Romeu e Julieta, aqui temos uma história muito mais complexa, com o passado, presente e futuro dos personagens.

O longa é baseado na história “Trança de Inês” e o diretor Antonio Ferreira usa essa narrativa para trazer um filme encantador pra diferentes públicos, com boa montagem dos diversos momentos.

Quando um filme tem a premissa de mostrar diversas linhas temporais o roteiro tem que ser acima da média, a fim de aproveitar tudo que é apresentado e concluir toda a história nos diversos tipos de narrativas mostradas. O desafio do roteiro é enorme, mas este excesso é compensado pela montagem que muda de narrativa e de que forma iremos ver a história dos protagonistas.

As atuações são boas,  já que os atores Diogo Amaral (Pedro) e Joana de Verona (Inês), Diogo inclusive tem uma atuação irretocável e cada Pedro que ele interpreta ele muda a forma de falar, agir e responder a estímulos externos.

O filme tem aquela ideia de um casal predestinado e que sempre fica junto, mas é muito diferente como ele aborda isso a cada linha do tempo, e como a vida não é justa quanto a relacionamento, neste filme não há aquele “viveram felizes pra sempre”, mostra a realidade da vida adulta e como um sonho que parece perfeito pode desmoronar a qualquer momento. O longa tende a mostrar que essa perfeição fica restrita a filmes fantásticos, mostrando ao espectador que a vida é dura e muda sem o nosso controle. Não há elementos exagerados, tudo aqui é real e crível.

Trazer três pontos de vistas para a mesma história, exige um trabalho de montagem diferenciado, não devido a cada fechamento, mas por justamente misturar essas narrativas de uma forma crível e que faça sentido a quem assiste, já que as formas de serem contadas destoam umas das outras.

Isso é justamente o que Pedro e Inês se distanciam faz outras histórias românticas, já que não temos a mesma história nas linhas temporais e que elas se resolvem de uma forma diferenciada, as semelhanças entre elas destoam pouco.

E há uma preocupação histórica em tudo que é apresentado na tela, mesmo mostrando um tempo que sabemos pouco, há uma verossimilhança inegável e que conversam a sua forma, as narrativas construídas e as formas de crescimento de histórias.

O saldo pós sessão é perfeito, temos aqui uma grande história com um roteiro que mesmo que tenhamos uma história longa, ela tem tantas mudanças, reviravoltas e climáx que não aborrece a ninguém e mostra a realidade da vida adulta de como deve ser. Onde nem sempre conseguimos o que queremos (Olá Rolling Stones)

Pedro e Inês não é só um grande filme português, mas sim uma grande narrativa que mostra,  como é possível montar diversas narrativas sem precisar de elementos da ficção científica e manter a história dentro do campo romântico.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Twitter: @PareceSerio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: