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| Espiral: O Legado de Jogos Mortais | Crítica

Em um filme que tenta revitalizar a franquia, mas acaba sendo mais um subproduto, Espiral: O Legado de Jogos Mortais mostra que não adianta mudar o elenco quando a história é a mesma.

Trabalhando à sombra de um respeitado veterano da polícia (Samuel L. Jackson), o impetuoso detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) e seu parceiro novato (Max Minghella) se encarregam de uma terrível investigação sobre assassinatos que assombram a cidade. Involuntariamente envolvido em um profundo mistério, Zeke se encontra no centro de um mórbido jogo do assassino.

Desde 2017 não temos nenhuma novidade nos cinemas de Jogos Mortais, a franquia conseguiu encontrar um espaço na cultura pop, era quase impossível não encontrar uma referência ao boneco Jigsaw em uma comic com qualquer, mas houve um desgaste dos elementos e na forma de fazer este tipo de filme, porém algo que aprendemos com Hollywood é que nada fica muito tempo sem ser explorado por muito tempo.

E temos em Espiral uma continuidade clara, já que o mentor de tudo, feito por Tobin Bell aparece em todos os trailers e materiais de marketing. E esse é o problema, chega a ser até óbvio que teríamos alguém que seguiria o caminho, um ‘copycat’ (Cópia) de trabalho e tortura.

Crédito: Lionsgate

O diretor Darren Lynn Bousman que dirigiu outros filmes da franquia, sabe exatamente o que fazer, e ele repete aquelas cenas que estamos acostumados na franquia, com algum gore e brutalidade. Os fãs dessa cena ficaram felizes, pois temos como se fosse qualquer um dos Jogos Mortais aqui. A fotografia e figurinos característicos das torturas também estão idênticos.

A escolha de Chris Rock foi inusitada, não devido a ele ser uma referência na comédia e por ele ser um dos produtores executivos do filme, isso mostra que ele acredita na história no ponto de ajudar em investimentos para a produção do longa. E Chris tem uma atuação até que dentro do esperado para um filme como esse.

O roteiro é única tentativa de trazer algo novo, pois percebemos que ele até tem alguns pontos seguros, aproveita Max Minghella (Detetive William) para trazer um personagem que pouco foi usado na franquia e temos Marisol Nichols (Capitã Garza) mostrando que uma chefe mulher pode ser tão boa quanto um homem.

Crédito: Lionsgate

Esta mesma narrativa busca trazer algumas novidades ou algum frescor para a franquia e têm boas ideias, mas a zona de conforto é muito maior que isso. Se não soubéssemos que é uma sequência, Espiral poderia trazer algo diferente ou ao menos mostrar tentar modernizar suas histórias, já que Jogos Mortais trouxe muitos elementos ao terror mais gore.

O longa é seguro, sabe conduzir a história da forma que esperamos, apenas nos momentos finais (Que eu não direi quais são) temos algum relance criativo que também é um porta aberta para uma sequência. Que até seria interessante ser explorado em novos filmes. Ao ver Espiral, tive a mesma sensação de quando vi O Despertar da Força (2015), filme ok, dentro do espectro e que as sequências trariam alguma novidade para a franquia. Talvez o legado de verdade esteja em outro filme.

Crédito: Lionsgate

Espiral traz Jogos Mortais para um novo filme, mas esquece de trazer algo que ainda não vimos, por que o que tem nessa história de diferente é apenas o Chris Rock fazendo um suspense brutal e não uma comédia.

Nota 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Twitter: @PareceSerio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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