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| Missão Cupido | Crítica

Em uma comédia divertida aliada a boas atuações, Missão Cupido mostra que dá para rir até mesmo do seu cupido e da morte. Confira a crítica completa.

Na história, o rebelde anjo da guarda Miguel (Lucas Salles) profetiza que sua protegida, Rita (Isabella Santoni), jamais encontraria um amor. Ela passa a vida querendo se divertir, focando no prazer, sem jamais pensar em um relacionamento duradouro. Miguel, então, recebe uma ordem expressa do Presidente (Rafael Infante), o dono da Miracle, uma agência de seguros de vida da qual os assegurados são os seres humanos e os funcionários são anjos contratados pela empresa: ele precisa voltar à Terra para resolver o problema que causou.

O longa dirigido por Rodrigo Bittencourt tem um tom de comédia mais juvenil, porém conforme vamos entendendo o longa, percebemos que irá abordar temas mais adultos, com alguma leveza claro, mostrando que Missão Cupido pode ser indicativo para um público mais experiente.

Temos aqui personagens muitos distintos, Miguel (Lucas Salles) faz o cupido atrapalhado e de bom coração, Rita (Isabella Santoni) é uma jovem com qualquer outra, que quer se encontrar, se divertir e depois pensar em algo duradouro e Morte (Agatha Moreira) que apenas quer cumprir sua missão.

Estas diferenças fazem com que a narrativa divirta o espectador, Lucas faz o que esperamos dele, boas piadas e ótima resposta corporal ao que ocorre. Isabella corresponde bem aos sentimentos da sua personagem e Agatha faz uma vilã bem-marcada. E não dá para não citar o anjo Rafael (Victor Lamoglia) e Presidente (Rafael Infante) que mesmo sendo secundários têm cenas que agregam a trama.

Além das cenas, há um cuidado com a fotografia dos personagens. Nas cenas que temos Miguel e Rita temos muitos elementos coloridos e muita luz, quando a Morte está em cena temos um filtro em preto e branco, além dela estar com uma maquiagem escura também (Inspiração em Sandman de Neil Gaiman, talvez), além dos grandes cenários detalhados quando o Presidente aparece para dar as ordens a Miguel que também tem uma iluminação própria. É legal perceber como a montagem final também privilegia isso.

Por ser um longa de comédia/aventura não era esperado alguns aprofundamentos em determinados temas, mas os diálogos colocados em Rita e sua amiga Carol (Thais Belchior) mostram que houve uma preocupação de trazer uma discussão jovem sobre relacionamentos, amizade e futuro. Algo comum quando se é jovem e se tem mais dúvidas do que certezas.

A filmagem de Rodrigo é fluída e com pequenos planos sequências nos cenários, fugindo do típico plano contra plano que vemos neste tipo de filme, e dá mais espaço pros atores para uma pequena improvisação, que são hilárias.

E por temos um ‘núcleo celestial’ há algumas brincadeiras com os cargos, nada desrespeitoso ou fora da curva, o roteiro aproveitou alguns ganchos para também divertir. Bom exemplo que dá para fazer um trocadilho com tudo, basta tocar o cuidado necessário para não ser exagerado.

Missão Cupido é um bom filme para divertir e rir depois de um dia difícil no trabalho ou quando você procura um passatempo, mas não quer desperdiçar vendo um filme ruim. Vale cada segundo e após a sessão você se sente mais leve. E os atores neste longa são preparados para isso.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Twitter: @PareceSerio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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