Ir para conteúdo

| Aqueles Que Me Desejam a Morte | Crítica

Em um filme tenso, mas previsível. Aqueles Que me Desejam a Morte traz Angelina Jolie de volta aos filmes de suspense em um longa baseado no livro de Michael Koryta.

Connor (Finn Little), de 12 anos, assiste ao assassinato do pai por dois desconhecidos. Apesar de conseguir escapar por entre uma floresta cerrada do Montana (EUA), o rapaz sabe que os assassinos não estão dispostos a deixar testemunhas. Na fuga, cruza-se com Hannah Faber (Angelina Jolie), uma bombeira que se encontrava na torre de vigia quando tudo aconteceu. Quando os criminosos resolvem atear fogo à floresta de modo a eliminar todos os vestígios, Connor e Hannah vêem-se numa luta desesperada para escapar à violência das chamas.

O longa tem a direção de Taylor Sheridan (Terra Selvagem e A Qualquer Custo) e ele entende que temos muitos elementos a serem trabalhados na narrativa, pois não temos apenas o núcleo Hannah/Connor e Assassinos, há muitos elementos a serem apresentados e descritos. E por isso o longa tem diversos ritmos ao longo do tempo, mas consegue manter a tensão durante boa parte da narrativa.

Essas subtramas que vamos sendo apresentado, que se encaixam bem ao que é construído, passa pelo bom elenco escolhido, os assassinos feitos por Aidan Gillen (Game Of Thrones) e Nicholas Hoult (X-Men Primeira Classe) passam um ar de militares/mercenários bem treinados, Jon Bernthal (Justiceiro) faz um policial treinado disposto a descobrir a verdade e Angelina volta a mostrar sua capacidade de atuação em filmes deste gênero.

Angelina Jolie (Hannah) e Connor (Finn Little). Crédito: Warner

O longa tem uma narrativa cativante, mas perde em trazer pontos de virada que mostrem riscos reais aos personagens, já que as escolhas de roteiro são previsíveis, fazendo do filme com uma história segura e dentro do que esperamos em um longa de suspense.

Os elementos gráficos do fogo e da floresta são graficamente perfeitos, principalmente o grande incêndio causado para ser uma distração pelos assassinos. Além de uma fotografia que mantém os tons vermelho e laranja nas cenas em que estamos perto do fogo, há uma preocupação de mostrar ele crescendo, se movimentando com o vento e consumindo o que vê pela frente. Ele é quase um personagem aqui.

Mesmo com elenco interessante para um filme com este, temos atuações dentro do espectro esperado, mas nenhuma está ruim. Angelina faz uma bombeira crível, principalmente quando ela tem que lidar com os seus traumas e manter o jovem a salvo, Finn consegue entregar emoção quando precisa e os assassinos mostram claramente que são mercenários bem treinados e bons no que fazem, que para detê-los não será algo simples.

Patrick (Nicholas Hoult). Crédito: Warner Bros

Aqueles Que me Desejam a Morte é uma ótima fonte de entretenimento, lembrando muitos os filmes de suspense dos anos 90 onde havia muitas informações na narrativa e elas iam se resolvendo, até a sobrevivência dos personagens principais, mas ele consegue te manter ‘vidrado’ na história.

´Temos aqui um filme competente e bem construído, sem nada novo, ao menos privilegia boas cenas e atuações dentro do esperado. O diretor soube fazer um filme seguro, mantendo todas as regras do gênero, sem precisar se arriscar em nenhum momento. Entretém e só.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Twitter: @pareceserio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: