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| Loop | Crítica

Em um ótimo filme de ficção científica, Loop demora pra acontecer, mas traz bons elementos de ficção científica e detalhes interessantes para sua narrativa. Confira a critica completa.

Quando a namorada morre assassinada, Daniel (Bruno Gagliasso) fica obcecado em encontrar um jeito de voltar no tempo. Depois de passar anos isolado buscando por uma solução, ele encontra uma maneira de regressar ao passado, abandonando seu futuro.

Filme de ficção científica que envolvem linhas do tempo são complicados de serem feitos, pois temos muitos elementos a serem trabalhados e têm que fazer sentido a narrativa que está sendo apresentada, por isso filmes deve tipo costumam ser bons ou ruins, já que há um trabalho árduo para ter uma história que trabalhe todas as linhas do tempo. Pra nossa sorte, Loop consegue ir muito bem neste quesito.

O ritmo dos primeiros atos é lento e contemplativo, pois temos que conhecer Daniel, sua irmã Simone (Branca Messina) e seus pensamentos. Para isso o longa usa alguns clichês de nerd, como a falta de capacidade de interagir com outras pessoas, mas muito inteligente e inventivo. E uma irmã que está ali para ajudá-lo em tudo.

Vamos aos poucos conhecendo tudo, o roteiro de Bruno Bini (Que também dirige) entende que precisa explicar primeiro, para não precisar fazer nada neste sentido nas diversas linhas temporais que serão apresentadas. O problema é que ele entende que o espectador compreendeu tudo e segue adiante, então no começo lento do filme preste atenção, você vai precisar dessas informações. Em alguns momentos, um diálogo te dá uma informação importante.

Quando o longa enfim mergulha no gênero é primoroso entender de como ele se preocupa com os detalhes apresentados anteriormente, e como vamos descobrindo essas informações ao longa das narrativas. O roteiro sobe concluir as diversas subtramas, algumas com alguns clichês, mas foi interessante perceber que houve uma forma de fechar tudo isso.

O elenco responde bem as diversas histórias apresentadas, principalmente nas cenas que acabamos ‘revendo’ para justamente perceber que havia uma outra conotação que só percebemos ao longa dos atos. E quando começamos a encaixar as peças faz do filme um grande representante do gênero.

Para fazer um filme deste tipo, temos que ter uma montagem que preza na união dos conceitos apresentados nos atos anteriores, pois eles precisam de um fechamento, que os dados que foram sendo apresentados nos atos têm uma representação ou um motivo para isso.

O roteiro soube mostrar que todo detalhe é importante, algo raro na ficção científica, já que o tema principal acaba sendo mais importante. O diretor soube colocar diversos detalhes ao longa da história, o que torna Loop um diferencial nos filmes do gênero, principalmente nos longas nacionais que acabam priorizando uma ou outra narrativa.

Loop mostra que um bom filme de ficção científica precisa mostrar diversas narrativas, que elas se conectam de alguma forma. O longa mostra que devemos prestar atenção a tudo que nos é apresentado e conforme o filme avança, melhor ele pode ficar, e isso vai explodindo a cabeça do expectador a cada cena.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaserio@gmail.con

Facebook: facebook.com/naoparecemaserio

Instagram: @npmes

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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