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| Footsteps on the Wind | Curta pode disputar uma vaga no Oscar

“Footsteps on the Wind”, curta brasileiro que recentemente foi vencedor do Cinequest Film & Creativity Festival na categoria “melhor curta-metragem de animação” e em função disto está qualificado para disputar uma vaga no Oscar de 2022. 

O curta-metragem “Footsteps on the Wind”, uma produção conjunta entre Brasil, Reino Unido e Estados Unidos, foi premiado na categoria “Melhor Curta-Metragem de Animação” na mais recente edição do Cinequest Film & Creativity Festival, que aconteceu no final de abril nas cidades de San Jose e Redwood City, na Califórnia. O festival  internacional combina as artes cinematográficas com a inovação do Vale do Silício e é um dos mais prestigiados da área. Logo na primeira participação de “Footsteps on the Wind” em uma mostra competitiva, ao lado de quase 2.000 longas e curtas de diferentes continentes, o filme ganhou um dos mais importantes prêmios do festival californiano, que o qualifica para uma possível indicação ao Oscar® em 2022. O curta-metragem foi produzido pela Dirty Work, de São Paulo, em colaboração com Chasing The Light Studio, com sede em Londres e é dirigido pelos brasileiros Gustavo Leal, Faga Melo e pela palestina-libanesa Maya Sanbar.

“Footsteps on the Wind” conta a história de duas crianças que perdem seus pais tragicamente e devem viajar para a segurança em uma viagem misteriosa. Enquanto lida com temas de migração infantil, luto e resiliência, a animação pretende ser uma ferramenta de storytelling para todos os traumas e sentimentos de perda e esperança.

O cantor e compositor de renome mundial, ator e ativista Sting, escreveu a música “Inshallah”, trilha sonora do curta, em 2016 em um esforço para aumentar a conscientização sobre a crescente crise de refugiados em todo o mundo. Ele doou a música pro bono ao filme, a fim de apoiar sua missão como uma ferramenta de terapia. 

Sting, que também é produtor executivo do filme, diz: “Músicas são como máquinas de afinidade, ao passo que você escreve sobre uma situação enquanto empatiza com os personagens; então muitas vezes o ouvinte acaba também sentindo empatia por pessoas na mesma situação. A situação a qual eu me refiro na música é a dessas famílias fugindo do perigo em barcos de borracha tentando cruzar o Mediterrâneo para chegar a um local seguro. Eu sou pai. Eu sou avô. Eu me imaginei ali querendo trazer minha família em segurança durante uma situação muito perigosa. A palavra ‘Inshallah’ – que significa ‘se Deus quiser, então acontecerá’ – soou para mim como uma oração que as pessoas nesta situação estariam fazendo. E então a música praticamente se escreveu sozinha.”

A narrativa mágica e instigante de “Footsteps on the Wind” está sendo exibida virtualmente na ONU, e o filme será lançado em todo o mundo ao longo de 2021. A diretora Maya Sanbar foi curadora da exposição da ONU sobre refugiados “Voices on the Wind”, comemorando os 70 anos do Alto Comissariado da ONU dos Refugiados e o 75º aniversário das Nações Unidas. É a maior e mais inovadora exposição online da ONU até hoje. Os personagens e os gráficos do filme foram usados para destacar temas como Ver, Ouvir e Fazer. Como Sanbar afirma: “Foi importante durante o lockdown explorar os sentidos que perdemos tanto isoladamente”. Assista a baixo o trailer do curta

O curta “Footsteps on the Wind” tem como objetivo entreter e educar, explorando a realidade de crianças refugiadas desacompanhadas, contada da perspectiva de uma criança, com um tom de fantasia. A certa altura, um polvo gigante solta tinta através de seus tentáculos, que se parecem com mãos humanas, e persegue os irmãos Noor e Joseph, protagonistas do filme, pelo fundo do mar. Um paralelo com todas essas crianças que desaparecem a cada ano por caírem em mãos perversas à procura de dinheiro.

Sem falas, o curta consegue apenas com a letra da música apresentar seus temas emocionais e mostrar o quanto são universais. Por causa de sua duração curta, contendo muitas referências de histórias da vida real, o filme é uma ferramenta de intervenção terapêutica natural para crianças deslocadas e traumatizadas. Os cineastas o oferecerão gratuitamente a ONGs e grupos comunitários que trabalham com refugiados após sua jornada pelos festivais de cinema ao redor do mundo. O próprio processo de desenvolvimento do roteiro envolveu uma pesquisa cuidadosa, incluindo oficinas de histórias com crianças refugiadas e informações de psicólogos de trauma

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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