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| Siron: Tempo Sobre Tela | Crítica

Em ‘Siron: Tempo Sobre Tela’ temos uma história diferenciada sobre um artista, de uma forma diferente. E isso é bom. Confira a crítica completa.

Siron Franco é um artista plástico e um pintor conhecido nacionalmente e internacionalmente pelo seu trabalho e em ‘Siron: Tempo sobre tela’ dos diretores André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos vamos conhecendo melhor suas obras e algumas vezes o próprio Siron conta seu processo criativo.

O artista tem sua própria forma de realizar seu trabalho, o longa não tem como objetivo demonstrar este processo e sim conhecer o ser humano que as realiza, pois conforme avançamos na narrativa, temos momentos com os amigos, da sua pintura de camada sobre camada e sua relação com obras religiosas.

A dupla de diretores segue contando essas diversas tramas como se Siron fosse uma pessoa comum, pois vamos de momentos de comuns para a genialidade em um corte de câmera, mas o que destaca essas mudanças são que o próprio Siron conversa conosco através da câmera.

Dessa forma foge-se de um tom biográfico e até mesmo lento, embarcamos na história de Siron, pois aqui não é um momento de explicações e sim de trazer uma narrativa fora do usual e amigável, sem exageros, que buscam trazer as obras de Siron, até para quem não as conhece.

Além de ter uma narrativa longe do usual, Siron narra sua própria história (Os ‘offs’ são dele) e não há datação em algumas partes de filme, mostrando novamente que a história que está sendo contada é muito mais relevante, do que uma forma linear de como tudo ocorre. Existem até mesmos momentos que revertem um processo de pintura para revelar uma tela em branco.

Claro que o longa busca entender os motivos que levaram Siron a pintar dessa forma, de como ele sobrecarrega a tela com camadas e mais camadas de tinta para chegar nas suas obras. O longa possui alguns momentos para tentar entender isso, seria algo da infância? Uma forma que ele escolheu? Algum expressionismo? Os diretores buscam tentar entender esta forma, mesmo que este não seja um objetivo de ‘Tempo sobre Tela’, as escolhas técnicas aqui são interessantes.

A história também traz uma forma de mostrar aquele momento de Siron e de diversos pintores de ficar em seu ateliê por horas, buscando a forma, cor e jeito para concluir sua obra. Temos aqui diversos momentos para abordar essa obsessão de perfeição que de pintura e repintura. O ato de começo e remoço seja a parte mais dura do filme, pois trabalha aspectos que ficam no liminar entre sucesso e fracasso.

Siron possui uma vasta carreira e é interessante ver uma abordagem diferente da sua vida pessoal e profissional em ‘Siron: Tempo sobre Tela’ em um longa que busca focar na narrativa, de contar uma boa história, sem ‘ar’ biográfico, cheio de datas e momentos. Isso traz leveza e pode até mesmo ser uma porta de entrada para não conhecedores da obra.

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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