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| Viúva das Sombras | Crítica

Em um filme que busca te assustar sem mostrar o inimigo, ‘Viúva das Sombras’ é mais um dos filmes de terror da Rússia que chegam ao Brasil com distribuição da Paris Filmes.

Filmes com a descrição ‘baseado em fatos reais’ se tornaram recorrentes nos lançamentos de terror, o que leva a dúvida se o evento realmente ocorreu ou se ele foi dramatizado a um ponto que a história original se torna apenas uma referência. ‘Viúva das Sombras’, o filme é uma nova aposta da Paris filmes dos filmes de terror produzidos na Rússia, esse ao menos tem uma narrativa diferente dos outros (Eu disse diferente, não uma narrativa boa).

A história se passa em São Petersburgo (Rússia) onde pessoas se perdem em uma floresta, e quando seus corpos são encontrados, eles estão nus, sem marcas de violência e com suas roupas cuidadosamente dobradas ao lado. Isso fez com que a população ao redor, imaginar que há uma entidade envolvida.

O longa dirigido por Ivan Minin se baseia no gênero ‘Found footage’ onde imagens são encontradas, mostrando pessoas que estavam tentando ‘solucionar’ o evento. O gênero ficou conhecido com o filme ‘Bruxa de Blair’ (1999) e muitos longas de terror ‘bebem’ dessa fonte até hoje.

Ao assistir a este filme percebemos que temos muitas caraterísticas do gênero, como uma filmagem caseira, sem preocupação de enquadramentos e sentido narrativo. O problema é que roteiro cria situações em que não entendemos por que havia uma câmera ligada naquele momento. E há também os momentos de uma filmagem mais ‘tradicional’, para justamente não se apoiar nas primeiras, o que é uma ótima ideia aqui.

E essas abordagens mais próxima do comum temos muita riqueza de planos, há planos aéreos para mostrar a floresta, planos detalhes para mostrar a ‘equipe de busca’ e as câmeras que eles levam na jornada para mostrar tudo o que ocorre na missão. Há ao menos um cuidado de montar tudo isso de uma forma que faça sentido ao espectador.

Além deste cuidado, o diretor também acerta na ambientação, pois temos uma floresta fechada, uma criança perdida e sons estranhos que só uma floresta à noite consegue produzir, o que em teoria, traria a vilã para a história, mas a cada possível chance, há um corte e outra situação é mostrada.

Os problemas destes cortes, são que eles não explicam ou não mudam a narrativa, não sabemos que houve um ataque, uma morte ou outro elemento, fora que a história não muda tanto assim. Com isso aquela tensão inicial vai se perdendo.

‘Viúva’ tenta emular a experiência de Cloverfield (2008), onde não vemos o monstro em nenhum momento, apenas no derradeiro fim, porém a história é instigante o suficiente para ‘esquecermos’ disso e seguirmos, porém, aqui não temos essa narrativa, pelo contrário.

O diretor acerta na ambientação, mas erra na execução, principalmente no ‘ataque’ já que parece há um tempo útil para cada personagem, cada um deles têm uma jornada parecida, e somem da mesma forma. Não há um aprofundamento na história ou ao menos uma escolha diferente para cada um deles. É tudo tão parecido que mal conseguimos diferenciar os personagens. Fora que para profissionais, são erros bem crassos.

‘Viúvas das Sombras’ começa bem, mas perde sua força aos poucos e sua força do mal é tão educada que espera o momento certo para atacar, sem causar grandes problemas e danos.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmailcom

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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