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| Monster Hunter | Crítica

Em um filme genérico e pouco iventido, que compensa com boas cenas de ação e ritmo. A adaptação dos games ‘Monster Hunter’ chega aos cinemas com o protagonismo de Milla Jovovich.

A franquia ‘Monster Hunter’ já possui 15 anos de história, inclusive há um lançamento previsto para março deste ano de ‘Monster Hunter Rise’ para o Nintendo Switch. E Capcom e Sony buscam novas mídias para lançar seus produtos. Agora é a vez dos monstros chegarem ao cinema.

O longa começa com Mila Jovovich (Resident Evil) e seu grupo de soldados indo acidentalmente para os mundos dos monstros. E quando isso acontece percebe que o longa dirigido por Paul W. S. Anderson, terá a forma com que ele trouxe Resident Evil para as telonas. Ela usa o material orginal como uma referência visual, por que a história irá para outro caminho fora dos games.

Temos aqui um filme genérico e sem peso, principalmente pelo grupo de soldados que acompanham a protagonista, todos vão sofrendo as consequências de estarem no mundo dos monstros, um a um, com um ritmo elevado e sem consequências. Tudo ocorre rapidamente aqui.

Crédito: Sony Pictures

‘Monster Hunter’ é um filme de ação com monstros gigantes, ainda mais quando os nativos não sabem a língua da protagonista, ou seja, outra desculpa, para mais cenas de ação e menos diálogos. Ao menos temos um bom ritmo nessas cenas, e a trilha instrumental escolhida está inserida em momentos chave.

Não temos uma história profunda e densa, mas temos aqui um bom filme de ação, com bastantes cenas de lutas entre humanos e monstros, com bons efeitos práticos nas lutas e digitais nos monstros. Eles inclusive tiveram um cuidado para parecem retirados do game, inclusive as armas têm um design idênticas ao jogo original.

A história é frenética, há elementos sendo colocados na tela durante toda a narrativa, há poucos pontos de descanso e alívios cômicos, mesmo sendo linear, o filme tem a preocupação de introduzir novos personagens e monstros a cada ato. Já que quase não temos diálogos, é uma boa saída.

Crédito: Sony

A ação que predomina é bem filmada, com cortes rápidos e planos que privilegiam os grandes cenários detalhistas e o local que a história se passa, mesmo quando ele não explica onde estamos, se o longa usou alguma região do game.

Para um filme de criaturas, há de se ter um cuidado com os detalhes nos monstros, para eles parecem retirado do jogo e há as proporções deles, quando compararmos com os humanos. Quando o foco são eles, os efeitos visuais e digitais dão conta do recado.

Crédito: Sony Pictures

‘Monster Hunter’ tem uma cara de filme de origem inegável, como ele introduzisse os elementos agora e explicaria depois, em uma sequência. Como o filme teve problemas na sua distribuição por causa da pandemia, e bilheteria nestes tempos dificilmente atingirá altos níveis, acho que ficaremos só com este longa.

O saldo é positivo, mesmo com os problemas, pois ele se sai bem no que propõe e tem bastante cuidado técnico, só faltou uma história pros personagens secundários e algumas explicações, mas ele está longe de ser ruim. Só não vá aos cinemas com grandes esperanças.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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