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| Minha Irmã | Critica

Em um filme intenso e com fortes diálogos, ‘Minha Irmã’ chega aos cinemas nessa semana. Confira a crítica completa.

Lisa (Nina Hoss) desistiu de suas ambições como dramaturga em Berlim e se mudou para a Suíça com os filhos e o marido, que dirige uma escola internacional lá. Quando seu irmão gêmeo Sven (Lars Eidinger), um ator que é estrela do teatro em Berlim, adoece com leucemia, Lisa retorna à capital alemã.

Ambos têm uma relação forte com a arte, a irmã é dramaturga premiada, que não possui nenhum trabalho recente e seu irmão é um ator de teatro conhecido no país, mas desde seu diagnóstico e tratamento de leucemia não consegue retornar aos palcos. A irmã se encarrega em cuidar dele enquanto ele busca uma recolocação.

Os diretores e roteiristas Stéphanie Chuat e Véronique Reymond trazem uma história densa e cheia de camadas para a dupla protagonista, pois eles não trabalham apenas os dois, mostram que a família que os rodeia tem diversos problemas, e que a vida que eles mostram no palco e escrevem nada se parece com a realidade.

Crédito: A2 Filmes

Por serem gêmeos, o roteiro trabalhou suas personalidades para serem distintas quando confrontados ou quando precisam um do outro. Lisa é contida, com isso a atriz acaba respondendo com mais o rosto do que com o corpo, seu irmão Sven é seu oposto, o ator realiza cenas muito corporais e gestuais com poucas falas. Perceber dois seres humanos distintos na tela, mesmo sendo gêmeos, é um dos grandes acertos aqui.


A história é densa com muitos atos espalhados pela narrativa, ela trabalha bem as subtramas com qualidade, amarrando bem as pontas que vão sendo deixadas pelos primeiros atos, porém neste bom trabalho há também um ponto negativo, já que essa ‘fórmula’ é vista pelo filme todo, as repetições atrapalham um pouco, e como não há pontos de parada ou ‘pequenos alívios’ deixam o resultado muito duro.

Crédito: A2 Filmes

Estes arcos podem estar repetidos, mas são grandes cenas, cria-se um clima e consegue emocionar. Há discussões de sofrimento, dores, não se encontrar após um trauma e a sensação de não ser uma pessoa relevante na arte. As subtramas são exploradas, principalmente na mãe dos protagonistas que foge de qualquer estereótipo de ‘mãe de cinema’.

‘Minha Irmã’ peca pelos excessos, é aquele típico filme que quando termina, você sente um aperto no peito, devido as cenas duras e dramáticas que não recebem um bom fechamento, fica só a dor e o ressentimento, já que não sabemos se houve uma resolução ou uma tentativa de tentar.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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