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| Dente por Dente | Crítica

Em um filme que consegue ter uma atmosfera de thriller, mas falha nos diálogos. ‘Dente Por Dente’ estreia nos cinemas. Confira a crítica completa.

O suspense “Dente por Dente” gira em torno de Ademar (Juliano Cazarré), sócio de uma empresa de segurança particular que presta serviço para uma grande construtora de São Paulo. Quando seu sócio Teixeira (Paulo Tiefenthaler) desaparece, Ademar começa uma investigação e, junto com Joana (Paolla Oliveira), mulher de Teixeira, percebe que o amigo estava envolvido em um esquema criminoso. A incansável busca de Ademar pela verdade é marcada por sonhos premonitórios assustadores. 

O filme dirigido por de Júlio Taubkin e Pedro Arantes consegue acertar no tom de thriller logo nas primeiras cenas, temos a sensação de ‘algo errado’ nos primeiros atos, alinhado a uma trilha que aumenta a tensão o que ocorre na tela. Os problemas de ‘Dente Por Dente’ estão nas sequências deste bom primeiro ato.

Juliano Cazarré retorna aos cinemas em um papel difícil, já que ele tem que responder ao que acontece em seu meio, de uma forma rápida e corporal. O ator consegue realizar um bom trabalho, o complicado é que deram falas ruins e que pouco condizem com ocorre em cena.

Ademar (Juliano Cazarré) e Joana (Paolla Oliveira). Crédito: Vitrine Filmes

Também é percebido a falta de uso no elemento coadjuvante, Paolla Oliveira fica refém a uma personagem que perde o marido e pouco movimenta a história e Renata Sorrah mal aparece e têm um papel restrito a uma atmosfera que pouco faz sentido a tensão construída ao longa da narrativa.

Mesmo com estas falas mal colocadas e pouco uso do elenco coadjuvante, o que salva ‘Dente por Dente’ é justamente por conseguir emular uma história psicológica com elementos da cultura brasileira, até mesmo os detalhes da morte dos consegue trazer algo comum para nossa realidade.

 O ritmo da narrativa também segue as regras esperadas, o roteiro de Arthur Warren traz uma história linear onde vamos descobrindo os elementos com o protagonista, vamos entendendo as escolhas dos outros personagens. Temos ainda um bom efeito ‘bola de neve’ que culmina em um final dentro do esperado.

Ademar (Juliano Cazarré) em cena. Crédito: Vitrine Filmes

A fotografia escura alinhada com a trilha instrumental ajuda nos crescimentos das cenas e nos principais eventos do longa, nestes momentos percebemos que o longa consegue não só consegue trazer a atmosfera de suspense como traz acaba incorporando doses de outros gêneros.

‘Dente por Dente’ é carregado de simbolismos causadas pelos dentes, e como o filme tem um ritmo lento, vamos aos poucos compreendendo as informações contidas em cada momento, são bem sutis, mas chamam a atenção por não serem pontos de virada ou algo crucial dentro da trama.

Mesmo com a atmosfera característica do suspense, a forma com que o filme aborda problemas nacionais é elogiável, pois ele não só traz uma atmosfera não muito comum no cinema nacional, como ele soube trazer resoluções brasileiras aos problemas encontrados.

‘Dente Por Dente’ peca em algumas coisas, como nos diálogos que são escassos e pouco interferem na trama, além de focar todas em Cazarré e não usar o bom elenco coadjuvante que possui, mas acerta em um boa atmosfera e na ambientação em que um bom suspense precisa.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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