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| Pinóquio | Crítica

Em um filme com grandes efeitos visuais e com uma narrativa cheia de acontecimentos, uma nova versão de Pinóquio chega os cinemas. Confira a crítica completa.

A versão italiana do clássico ‘Pinóquio’ foi exibida no festival de Berlim de 2020, o que chamou atenção do mundo para essa nova história que tem Roberto Benigni fazendo Gepetto.

A história é próxima do que conhecemos, ou melhor, próxima do material original ‘As Aventuras de Pinóquio’ de Carlo Collodi lançada em 1883. Essa versão cinematográfica está sendo veiculada como uma versão de terror do personagem. O longa escrito e dirigido por Matteo Garrone, traz uma fotografia mais escura, com tons pasteis, mas nada de terror, ou doses do gênero como vemos nos Caça-Fantasmas.

O que realmente impressiona nesta versão é a parte técnica. Os efeitos visuais, figurinos e maquiagem estão excelentes. Ainda mais para um filme que custou ‘apenas’ 11 milhões de euros. Os detalhes colocados principalmente nos elementos mágicos, como Pinóquio, Grilo Falante e sua amiga Fada preenchem a tela. Apenas não espere detalhes coloridos, a fotografia aqui é mais escura, mal parece um filme jovem só pela paleta de cores.

Crédito: Imagem Filmes

Pinóquio, mesmo sendo feito de madeira, lembra qualquer criança, que não quer ir à escola e se divertir acima de tudo. Claro, que isso o faz com que a história se movimente, porém o roteiro mantém a essência da criança, trazendo alguma realidade para a história. Nas cenas em que ele pede algo para o pai, você lembrará de alguma criança, ou da sua própria.

Temos aqui um filme longo, com muitos acontecimentos, para um maior dinamismo, o diretor ‘une’ essas diversas histórias. Quando uma trama acaba, um nova se inicia no momento seguinte, mesmo com essa montagem, temos aqui muitos excessos, mesmo que uma esteja ligado a outra.

Essas tramas são todas simplistas e pouco inventivas, os acontecimentos respeitam o material original, mas há pouco perigo ou algo mais pesado. Outra informação que não colabora com o ‘gênero terror’ que tanto se fala.

Crédito: Imagem Filmes

A atmosfera que ‘Pinóquio’ transmite foge bastante das outras abordagens do personagem, temos aqui um filtro escuro e pouca cor, mesmo com os personagens fantásticos em cena, eles usam um figurino, bem feito, mas com pouca cor, isso traz muito destaque a roupa vermelha do protagonista a cada cena.

Mesmo sem utilizar de cores, os detalhes são lindos, pois há uma mistura de maquiagem e CGI nos elementos fantásticos que impressionam, podemos observar detalhes na madeira de Pinóquio e no rosto do Grilo Falante, mesmo sendo uma produção que não envolveu grandes estúdios, o resultado é acima da média.

O destaque também fica para a jornada do protagonista, como ele progride ao longo dos diversos acontecimentos. Ele começa de um forma e termina de outro, inclusive há diversas analogias para justificar o ‘menino de verdade’. Os outros personagens são apenas acompanhantes na jornada.

‘Pinóquio’ não reinventa ou traz alguma novidade, mas faz uma história honesta, com efeitos bem finalizados e com boa jornada de protagonista.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Instagram: @npmes

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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