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| Unidas Pela Esperança | Crítica

Em um filme leve e tocante ‘Unidas Pela Esperança’ traz um grupo de mulheres casadas com militares que fazem do coral, a oportunidade de trazer alguma normalidade a suas vidas enquanto seus maridos estão defendendo seu país.

Um grupo de mulheres casadas como oficiais militares decide se unir para formar um coral. A música e a união do grupo transformam sua vida, enquanto ajudam uma a outra a superar o medo de perder pelos entes queridos em combate.

O longa tem a premissa leve, mesmo com um tema tão complicado, o filme dirigido por Peter Cattaneo usa a música para suavizar toda a tensão que fica no ar, já que uma batida na porta ou um telefonema pode significar que seus maridos perderam suas vidas em combate.

A música não só une o grupo, como une as duas protagonistas, Kate (Kristin Scott Thomas) e Lisa (Sharon Horgan) que percebem que a música será atividade que trará alguma normalidade para as esposas. Essa sensação de rotina permeia o filme durante algum tempo.

O roteiro de Rosanne Flynn e Rachel Tunnard aproveita essa atmosfera para apresentar as mulheres e suas singularidades, de como elas são diferentes e no canto elas se encontram, mas principalmente para conhecermos Kate e Lisa, mostrando que suas personalidades são diferentes e que têm vidas diferentes.

Mesmo com duas protagonistas distintas, elas se unem, cada uma do seu jeito, para fazer o coral das mulheres não ser apenas uma distração. Que elas consigam cantar as músicas corretamente, com aquela dose de responsabilidade pelo trabalho produzido.  

Enquanto elas ensaiam e cantam sucessos do pop, o filme nos até esquecer que os maridos estão em perigo eminente, a história faz com que os espectadores também esqueçam da guerra que ocorre. Enquanto o choque de realidade não aparece na trama, o longa tem uma transição bem leve e construída. Elas fazem um trabalho tão interessante que são convidadas para um festival de música.

‘Unidas’ tem pontos de virada marcados, por justamente tratar de temas tão distintos, o roteiro aproveita estes momentos de virada para mostrar a versatilidade do elenco, pois possuem arcos dramáticos também bem marcados, com algumas cenas de felicidade.

Mesmo com as doses de realidade que impactam o andamento da obra, a narrativa faz escolhas previsíveis, mesmo se baseando em uma história real.  Conforme as protagonistas vão reagindo ao que acontecem, já imaginamos para onde a história pode ir, e o roteiro pouco surpreende, principalmente nos momentos finais.

A história se preocupa não só em mostrar as músicas, mas em mostrar uma evolução do grupo e da amizade que cresce entre elas, principalmente entre as mulheres. A narrativa mostra como elas são diferentes, mas o coral as une. E quando elas cantam alguma música mais pop, é difícil não cantar junto.

Mesmo sendo previsível, ‘Unidas Pela Esperança’ traz uma boa mensagem e consegue mostrar como a música ajudou mulheres a esquecerem seus problemas enquanto cantam.

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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