Ir para conteúdo

| Watch Dogs: Legion | Review

Em um game que revitaliza a franquia, ‘Watch Dogs Legion’ chega a Playstation 4, Xbox One e PC, com um modo de jogo que difere dos anteriores trazendo um pouco de frescor. Confira o review completo.

Claro que este jogo não revitaliza tudo, ou traz algo 100% novo, muito dos games anteriores ‘Watch Dogs’ e ‘Watch Dogs 2’ estão presentes nessa continuação, que só percebemos que é uma sequência, quando já temos algumas horas de campanha principal.

Diferentes dos anteriores, não há um protagonista. O jogador controla membros da célula rebelde DedSec. Esta célula está sendo acusada de executar ataques em um Londres futurista e distópica. Cabe a você escolher o melhor membro para executar cada missão para descobrir a verdade. E olha que diversidade é algo que não falta no novo game da Ubisoft.

Jogue com qualquer um (Qualquer um, mesmo)

Nos jogos anteriores pudemos ‘bisbilhotar’ os pedestres, conhecendo suas vidas, e nessa busca percebemos algumas habilidades nestes NPC. Será que esta pessoa seria um recruta? Você pode recrutar, se achar uma boa pessoa para a missão, mesmo que for uma senhora de idade ou um advogado sem nenhuma habilidade. ‘Legion’ te permite isso.

Ao apenas verificar estes ‘possíveis recrutas’ percebe-se o cuidado da Ubisoft em dar características únicas, como voz, corpo e habilidades. Foi encontrar peritos em armas, em lutas corporais, técnicos especializados em invasão de redes (Claro) e até pessoas comuns, como advogados, peões de obra e policiais.

Crédito: Ubisoft

Narrativa na campanha

Este leque de personagens pouco interfere na campanha principal, já que os eventos irão ocorrer não importando a missão. Claro, que missões que possuem confronto, ficam mais fáceis que você escolhe um personagem que bom com armas, ou seja, dá pra finalizar boa parte (Algumas precisam de personagens específicos campanha principal com a senhora que eu citei mais cedo, só aumenta um pouco o nível de dificuldade.

O game começa bem, mas conforme você avança, a vontade de trocar o personagem vai se perdendo, já que as tarefas ou missões podem ser concluídas sem essa troca. É como ter vários carros, mesmo com a diversidade, todos te levam do Ponto A ao Ponto B, só muda o veículo.

Quem te manda de uma missão a outra é Sabine, a ‘chefe’ da organização, e você têm a ajuda de Bagley, o alívio cômico do jogo, que tem ajuda em alguns momentos, mas a Ubisoft colocou bastante humor nessa inteligência artificial, que até comentários sarcásticos realiza.

Estes dois fazem um bom contraponto, já que um é mais duro e ríspido (Sabine) e o outro traz uma atmosfera leve (Bagley). A atmosfera diferente, porém, não traz nenhum grande perigo, já que os eventos vão ocorrendo sem mudar Londres de figura, mesmo se você andar armado pela cidade. O único problema será se você encontrar policiais, as pessoas comuns irão apenas correr.

A narrativa central até traz algumas discussões políticas e social, mas não são aprofundadas, a franquia quis neste jogo dar um passo adiante, mas não é forte o suficiente para manter essa renovação para novos games, já que a promessa inicial não se cumpre ao longo das missões de campanha.

Dificuldade nas missões

Com essa gama de habilidades mostradas se imagina algumas missões diferenciadas, ou com um nível diferente se caso você selecionar o personagem errado. No início, você até pensa nisso, mas como essa ‘dificuldade’ não aumenta, ou não aumenta significamente, nas missões seguintes, essa ‘preocupação’ se perde, mesmo se você jogar no nível mais alto.

As missões não possuem uma gama de características, todas giram entorno de entrar no prédio e invadir algum computador. O que muda é que você pode fazer isso do modo furtivo, do modo atirando em todo mundo que aparece, ou pegar um drone até o local. Mesmo sem a diversidade, temos a opção de ‘como fazer’.

E como só é possível ganhar pontos realizando as missões (Matar os oponentes não oferecem nada), você precisa delas para progredir na história e melhorias na equipe e personagens.

Mas isso é ruim?

‘Watch Dogs: Legion’ não é um game ruim, ele só tem dificuldade de cumprir o que ele coloca no começo do jogo e quando ele te mostra como desbloquear os cidadãos comuns, você imagina que irá precisar de tudo isso, mas não é bem assim.

Recrutando

O recrutamento é algo muito simples, você conversa com o ‘recruta’, ele diz que entra para organização se você realizar um favor. Essa mecânica de recrutamento se repete a qualquer pessoa. Enquanto eu testava, não ouvi um ‘não’ em nenhum momento. Foi estranho, já que uma pessoa pode escolher não participar de uma organização que é acusada de um ataque terrorista em Londres. O recrutamento é simples; o que você seleciona ficam na base e basta você ir até lá que fazer a troca.

Combate

Pouco inventivo, muito próximo dos games anteriores. E não importando quem você escolhe. Todos possuem alguma habilidade de luta e capacidade de atirar. A parte mais decepcionante de Watch Dog Legion é neste quesito.

A única novidade, ou que pode mexer com este marasmo, é a opção ‘Permadeath (morte permanente)’ que caso você marque e seu personagem morra, ele morre mesmo. Você terá que fazer um novo recrutamento, caso o jogador não marque essa opção, o personagem fica disponível depois de alguns minutos.

Ambientação

O game traz uma ambientação impecável e bem imersiva. O jogo traz Londres da forma que ela é hoje, mas com um estilo neon, bem colorido e com toques de cyberpunk. Essa atmosfera inclusive muda de acordo com o dia e noite.

Há uma preocupação em deixar a cidade mais colorida à noite, como poucas pessoas e durante a manhã temos mais pessoas na rua e mais carros. Houve todo um cuidado de preservar Londres da forma que ela é, como poucas (Pra não dizer nenhuma) interferência da forma que a cidade é hoje. Todos os pontos turísticos estão no jogo e você pode visitar qualquer ponto a qualquer momento, mesmo que não tenha completado aquela região do mapa.

E visitar estes pontos da cidade, além de prazerosa, é ótima para coletar itens e customizar seu personagem.

Resultado

‘Legion’ não é um game ruim, ou que não merece seu tempo. Ele sabe ser diferente dos jogos anteriores, mesmo que não aprofunde. Sabe entreter e tem um jogabilidade e mecânica simples, além de uma imersão na cidade Londres.

Pode não ser inovador, mas traz algumas decisões ao jogador que não são comuns em games deste gênero e ao menos cumpriu a promessa de diversos personagens disponíveis para recrutamento.

Serviço

Plataforma: PlayStation 5, Xbox Series X, PlayStation 4, Xbox One e PC

Preço Sugerido (De Lançamento): De R$ 249,99 a R$ 499,90, dependendo da plataforma e da versão.

Classificação Indicativa: 18 anos (Violência Extrema, Conteúdo Sexual, Drogas).

Desenvolvimento: Ubisoft Toronto

Publicação: Ubisoft

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Um comentário em “| Watch Dogs: Legion | Review Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: