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| Umbrella | Crítica

Em um curta emocionante com um 3d perfeito, e estar em diversos festivais do gênero. ‘Umbrella’ pode representar o Brasil na categoria melhor curta no Oscar 2021. Confira a crítica completa.

Crédito: Stratostorm

Joseph é um menino que vive em um orfanato e, por memórias afetivas, sonha em ter um guarda-chuva amarelo. O encontro com uma jovem garota que acompanha a mãe até o local para fazer doações lhe dá novas perspectivas de pensamento. Os acontecimentos de ‘Umbrella’ foram baseados em uma história real.

Para contar essa história real e tocante, o curta dirigido por Helena Hilario e Mario Pece, usa um 3d com profundidade e cheio de detalhes. Ao assisti-lo podemos perceber detalhes nos fios de cabelo, no cachecol de Joseph e por todos os cenários construídos. O trabalho da StratoStorm tecnicamente falando é primoroso.

Os efeitos gráficos também dão muitos detalhes aos cenários usados, e aproveita a proporção de cabeça e olhos grandes para valorizar as trilhas e cenas. Esse cuidado em diversos elementos traz muita semelhança aos trabalhos recentes da Pixar, onde há detalhes até nas gotas de chuva que caem no chão.

Crédito: Stratostorm

Aliados a este belo 3d temos uma narrativa tocante, com muitos arcos dramáticos, mesmo a história tendo apenas 8 minutos. A história que vemos em ‘Umbrella’ não possui falas, mas para dar a carga emocional necessária, temos a inserção de trilhas que aumentam a carga dramática, que emocionam conforme o avanço da cena.

O curta consegue trazer diversas tramas em pouco tempo, ele fala de empatia, de simplicidade e de sonhos em cenas distintas, mas todas feitas com muito cuidado e trazendo sempre uma carga emocional. E ainda tem todos os detalhes na tela que facilitam a ligação espectador-curta, como os olhos fofos de Joseph.

Usar toda uma narrativa para um objeto simples, como um guarda-chuva, deve-se ter uma amarração de todos os fatos, para mostrar que aquele simples elemento possui um grande significado para o protagonista, que mesmo na inocência de uma criança, há um significado muito maior.

Crédito: Stratostorm

‘Umbrella’ usa de cores chamativas para deixar claro seus objetivos nas cenas seguintes. O curta usa o amarelo para destacar os elementos chave, como o guarda-chuva e o cachecol de Joseph, como se fosse uma fase de videogame, que muda algumas cores do cenário para mostrar onde está seu próximo objetivo. Esse uso clássico de cores fortes para destaque não diminuem a boa história que vimos em tão pouco tempo.

O curta merece cada indicação e prêmio por ser tecnicamente impecável e trazer tantos elementos narrativos em tão pouco tempo. Não seria nenhuma loucura vê-lo indicado ao Oscar 2021, pois ele tem qualidade de sobra.

Ps.: Eu separaria um lenço para ver ‘Umbrella’

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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