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| Como Sair de Buffalo | Crítica

‘Como Sair de Buffalo’ tenta ser ‘O Lobo de Wall Street’ com uma protagonista feminina, mas acerta em ‘Os delírios de consumo de Becky Bloom’. Confira a crítica do novo filme original da TNT que estreia nessa sexta (27).

Peg Dahl (Zoey Deutch) é uma jovem que sonha em ir para a universidade, ganhar dinheiro e abandonar sua vida em uma das áreas mais pobres de sua cidade. Inteligente e contundente, quando finalmente chega à aceitação da universidade que deseja cursar, ela percebe que não poderá arcar com os custos dos estudos. É quando ela decide começar a procurar formas de financiamento.

A diretora Tanya Wexler (Finding Noth) tem uma proposta ousada, de fazer um filme sobre dinheiro, pequenos gangsters e muito lucro com uma protagonista feminina sem sexualizar. Ela até consegue atingir alguns pontos, temos que concordar, mas a história no geral não explora o potencial dos bons atores que possui.

Foto: Divulgação

O grande problema não está na protagonista feita por Zoey Deutch ou no cobrador de dívidas interpretado por Jai Courtney, eles são competentes em suas ações, mas o roteiro de Brian Sacca traz uma história que lembra muito ‘O Lobo de Wall Street’, sem nenhum aprofundamento dos personagens e das subtramas. Ao invés vemos um ‘Os delírios de consumo de Becky Bloom’ que ao invés da obsessão de compras, temos a obsessão do dinheiro.

Nem tudo está perdido em ‘Buffalo’, o longa faz algo que infelizmente só vemos quando há uma protagonista feminina e com uma diretora, a sexualização da mulher em cenas em que não necessidade (Oi, Esquadrão Suicida). A protagonista inclusive tem um figurino bem interessante, ela usa ternos descontruídos e raramente é vista de salto. Só faltou dar a ela uma boa história.

Foto: Divulgação

A história é tão abaixo do que esperado, que acabamos prestando atenção no canastrão de Jai, que faz um trabalho decente, que diferente da protagonista que não possui um grande arco, ele está carregado de clichês, sem nada de diferente, ou algo memorável pós filme. Só faltou a camisa desabotoada, mostrando uma corrente de ouro.

Esse filme original chamou atenção pela sua proposta, só faltou cumprir. E olha que tinha potencial, assisti-lo é perceber de como havia uma ideia dentro da cabeça da diretora, mas com essa história fraca, não vemos como seriam estes eventos.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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