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| Stardust | Crítica

Tentando o sucesso de ‘Bohemian Rhapsody’ e ‘Rocketman’, ‘Stardust’ a cinebiografia de David Bowie chega a 44ª Mostra Internacional de São Paulo, só faltou um pequeno detalhe, as músicas.

Stardust mostra um escopo curto da vida de David Bowie, mais precisamente os anos 70 e 71, temos aqui um cantor no começo de carreira. Ele lança ‘Space Oddity’ com algum sucesso na Inglaterra e com o seu novo álbum, Bowie tenta conquistar os Estados Unidos.

Trazer um David como um músico pouco conhecido, antes do sucesso que será ‘Ziggy Stardust’, que entra na história, pelo grande disco e pelo personagem criado por Bowie. Automaticamente se imagina que veremos um filme de jornada, de transformação, algo que nos fará lembrar desta cinebiografia, mas o diretor e roteirista Gabriel Range prefere ir para um caminho estranho e deixar um elemento crucial em um filme como este, as músicas.

O fato de vermos Bowie de uma forma que não nos foi apresentada, é um forma interessante no começo do filme, mas as altas doses de drama mal colocados e cenas que não exploram a genialidade de músico, nos parece que apenas estamos vendo um músico inglês nos anos 70 buscando seu espaço nos Estados Unidos.

Johnny Flynn (Emma) faz um trabalho competente nos arcos dramáticos, pois há cenas que precisam lidar com a frustação, medo e insegurança. Mas ele não traz um David Jones se tornar um David Bowie, por não ter uma cena deste tipo, e pior, não pouquíssimas músicas para ouvirmos, até ‘Space Oddity’ que é citada diversas vezes no longa e no trailer, fica em segundo plano.

Claro que deixar claro que David é diferente, na forma que fala, que dá entrevistas e se veste está representado em ‘Stardust’, de como ser diferente gera mais complicações para se buscar seu espaço, até sentimos alguma pena já que Johnny responde bem a estas cenas, mas algumas vezes até esquecemos que falamos de Bowie.

O longa teve alguns problemas com algumas informações que poderia trazer para esta história, e ao invés de termos uma outra abordagem, temos um filme genérico, aquém do homem que faria o mundo ser hipnotizado por ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars’.

Esta cinebiografia não homenageia o biografado, mesmo tendo algumas boas cenas, mas a promessa de conhecer ‘David Jones antes de David Bowie’ é quebrada.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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