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| O Diabo de Cada Dia | Crítica

Em um filme bem construído que aborda o fanatismo religioso ‘O Diabo de Cada Dia’ chega a Netflix. Confira a crítica completa.

Tudo em excesso na vida é um problema, e quando pensamos em excessos, automaticamente imaginamos álcool e drogas, mas em ‘O Diabo de Cada Dia’ aborda o fanatismo religioso como uma doença que contamina uma pequena cidade interior de Ohio.

O longa é baseado no livro de Donald Ray Pollock (Que é o narrador do filme) e tem a direção de Antonio Campos, em seu primeiro filme com grande elenco e orçamento. Toda a história é ambientada durante o combate do Vietnã, mas a guerra aqui é contra um inimigo invisível.

Temos aqui um exemplo ótimo de uma história bem contada, como começo, meio e fim bem definidos. E um bom uso do elenco grandioso, claro que há uma diferença do tempo de tela de cada um, mas há arcos bem interessantes para cada um. Esse também é o grande trunfo de ‘Diabo’, de concluir boa parte dos arcos apresentados, deixando poucas tramas soltas.

Foto: Divulgação

A narrativa é linear, mas é envolvente, aquelas que prende o espectador na cadeira. O roteiro do diretor tem diversos momento na trama para dar as devidas explicações, o que traz alguma lentidão ao filme, mas ao menos somos recompensados com grandes cenas, principalmente de Tom Holland (Arvin) que pela primeira vez faz um personagem que exige algumas facetas não mostradas em seus papéis anteriores.

Este o típico de filme que o balanceamento de tudo que ocorre é primordial, o diretor fez sua ‘lição de casa’ ao escrever, devido ao trabalho de trabalhar diversas história em sua narrativa, que parecem estarem soltas no começo, vão se conectando aos poucos, com resultados que respeitam a obra original.

Abordar o fanatismo religioso como uma doença, foi também um dos grandes desafios dessa produção, devido as pessoas abraçarem a religião cada um a sua forma, há resultados diferentes, que o filme consegue mostrar nos diversos personagens que o longa possui.

Foto: Divulgação

Claro, que o excesso de personagens e subtramas iria gerar problemas, e mesmo com o trabalho acima da média feito nestes filmes, há alguns ciclos ou personagens que ficam sem um bom fechamento ou faltando explicações de como chegaram naquele ponto

‘O Diabo de Cada Dia’ é um bom exemplo de narrativa que prende atenção, seja por atuações acima da média ou por principalmente por não precisar de grandes efeitos para sustentar um história que aborda um tema tão difícil.

Nota 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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