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| Espírito de Família | Crítica

Confira a crítica de ‘Espírito de família’, longa que aborda a morte de uma forma leve, sem esquecer de falar da importância do luto.

Alexandre (Guillaume de Tonquédec) perde seu pai naquelas situações avassaladoras, como um infarto fulminante ou um acidente de trânsito, mas percebemos que a relação do escritor com o pai não era das melhores, e sua morte o abala de uma forma tão intensa que ele começa a vê-lo, e pior, ele conversa com ele.

Parece loucura, mas o longa escrito e dirigido por Éric Besnard usará este elemento como uma forma de discutir o luto, mas de uma forma leve, pois as ‘conversas’ não alteram o tom do filme. E isto também será usado para aproximar Alexandre da família, mesmo com eles achando que ele começou a enlouquecer por estar falando sozinho.

Foto: Divulgação

Essa reunião de família em um momento tão ruim, é interessante para perceber que nenhuma família é perfeita, que todas tem seus defeitos e problemas, os primeiros atos de ‘Espírito’ são justamente para mostrar que todos ali, lidam com suas próprias dificuldades.

Esta comédia francesa tem ótimas tiradas, principalmente quando o François Berléand (Que faz o pai falecido) e Alexandre estão em cena, mesmo sendo algo estranho, os dois juntos fazem divertidas cenas, bem colocadas e com bom humor.

Ao trabalhar o luto em Alexandre, o roteiro acaba aproveitando para mudar a persona do protagonista e fazer com ele se reconecte com sua família, principalmente esposa e filhos. E novamente temos uma forma bem simples mantendo a leveza que dificilmente se perde durante a narrativa.

Foto: Divulgação

O longa poderia ser muito duro, por tratar algo tão difícil, como se despedir de um ente querido, mas em das primeiras cenas fica claro que o objetivo aqui é outro. Falar sobre o assunto é necessário, mas aqui não temos um arco dramático ou algo para emocionar.

Esse é o problema do longa, ao manter uma atmosfera simples, ele acaba virando uma comédia romântica em alguns momentos. A falta de peso é interessante, mas a falta de algo mais ‘duro’ faz falta nesta trama. Claro, que o diretor ganha pontos por falar de luto de uma forma simples, mas ele perde pontos quando resolve todos os problemas em um passe de mágica, sem o mínimo de sofrimento.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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