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| Questões de Família | Crítica

Confira a crítica de ‘Questões de Família’

questoes em familia

 

Tensões na família são comuns, por isso diversos longas trazem essa temática. Facilita para o espectador, além de trazer uma história baseada no real. O drama vivido por essa família referente ao seu familiar doente é o centro de ‘Questões de Família’

 

O filme conta a história Mies Bos (Lilou Zoey Peetoom) uma mãe de quatro filhos que desenvolve câncer de pulmão. Ela então reúne suas filhas April (Linda de Mol), May (Elise Schaap) e June (Tjitske Reidinga) para dar a notícia e decidirem quem cuidará de Jan (Bas Hoeflaak), o filho caçula, que é portador de autismo. Mies só pode deixar esta vida com confiança se souber que Jan estará em boas mãos

 

Inicialmente, a premissa do filme deixa bem claro a sua narrativa. Mies mesmo vivendo algo tão duro, tem que se preocupar novamente com família, seja com as filhas já criadas e seu filho autista. A matriarca aqui só quer deixar esse plano com tudo resolvido.

 

Esse é o grande problema do filme, tem uma forma fácil, mas se desenvolve de formas inusitadas. Primeiro por não dar o peso necessário para a morte futura da matriarca e por discutir bem o futuro do autista. A nossa sorte é que o filme tem seus momentos bons, mesmo que em pequenos lampejos.

 

Estes lampejos estão nas filhas de Mies, onde cada uma teve um desenvolvimento diferente na vida adulta, cada uma foi para um lado, o que poderia gerar no filme algumas subtramas, mas como já dito. O filme indica bem, mas desenvolve mal.

 

O próprio autista onde se poderia ser discutido melhor as suas relações, fica a mercê de outras informações no longa. Ele, mesmo com os problemas normais de relacionamento que essa alteração traz, ele possui uma boa independência nos afazeres diários, além de um intelecto superior.

 

A única promessa que o filme faz no começo e cumpre em seu final é a discussão da perda. É raro encontrar um longa que consegue trazer bem este tema, sem se apegar em arcos dramáticos exageros. A forma com que a mãe caminha por este caminho é bem executado, emocionando quando precisa e deixando diversos ensinamentos.

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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