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| Boni Bonita | Crítica

Confira a crítica de ‘Boni Bonita’

 

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Filmes sobre relacionamentos são comuns, onde você percebe a passagem do tempo através dos protagonistas que podem começar juntos, ou ir se ‘conhecendo’ ao longo da tinha do tempo da história. ‘Boni Bonita’ tem essa proposta de ir mostrando algumas etapas de um relacionamento.

O problema dessas ‘etapas’, é que imaginamos um linha do tempo linear, com as explicações ocorrendo ao longo, mas percebemos logo nas primeiras cenas que o longa não irá por esse caminho. As primeiras cenas geram mais perguntas do que respostas, por exemplo, não entendemos como os dois se conheceram e como Beatriz (Aílin Salas) acorda na fazendo do músico Rogério (Caco Ciocler).

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Cena de ‘Boni Bonita’ – Crédito: O2 Play

Temos aqui uma relação estranha, pois imaginamos que os dois não conhecem, e que Rogério apenas acolheu a garota, mas alguns diálogos, dão outra impressão. Que permeia toda a narrativa. Mesmo nos saltos temporais que temos nessa sensação na relação dos dois.

Os saltos temporais são curtos, sem grandes passagens de tempo, mas há erros de continuidade, de não deixar claro primeiro de quantos anos se passam e de não realizar modificações no personagem de Caco, ele é basicamente o mesmo na fisionomia, apenas o volume da barba aumenta ou diminui a cada passagem de tempo. Percebemos melhor a passagem de tempo em Beatriz, por causa das tatuagens e das mudanças no corte de cabelo.

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Cena de ‘Boni Bonita’ – Crédito: O2 Play

O longa dirigido por Daniel Barbosa, tem uma estrutura de captação de imagens diferente do esperado, há imagens que parecem retirados de câmera VHS e câmeras modernas, para cada câmera, um tipo diferente de imagem e captação. Nas antigas ele se preocupa com enquadramento e formas de contar a história. Já nas modernas, ele treme com o movimento, para cenas mais específicas.

Mesmo com os estranhamentos que o relacionamento mostra, o longa tem elementos de uma toxicidade, de problemáticas e discussões que uma relação a dois gera. O problema principal é não aprofundar estes pontos na narrativa. É um relacionamento difícil, mas não há grandes cenas ou algo possa trazer essa história à tona.

*Filme visto no Espaço Itaú Play

Nota: 2/5

Saldo: Filme ok, que tentou ser sério

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Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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