Confira a crítica de ‘Três Verões’

Temos uma ideia do que ocorre com um poderoso quando ele é condenado por corrupção, mas o que ocorre as pessoas que ficam ao seu redor, afinal ele tem empregados cuja remuneração e trabalho estão ligados ao proprietário. O filme de Sandra Kogut foca nessas pessoas, pois quando um grande cai, ele arrasta tudo ao seu redor.
A narrativa fica centrada na caseira Madá (Regina Casé) durante três anos, ou melhor três finais de ano, e vamos observando de como a rotina vai se transformando conforme o patriarca é denunciado. Madá é o centro do filme, mas também é o centro que tentará manter os empregados unidos nas tempestades que virão.

- Cena de ‘Três Verões’ – Divulgação: Vitrine Filmes
A história aqui traz elementos muitos característicos para uma família brasileira, com destaque a capacidade de reinvenção da família brasileira em meio as adversidades. Mesmo sendo uma realidade pouco observada, é uma história bem centrada no real, nada aqui fica fora do lugar ou não faz sentido na narrativa.
O uso da mansão (Que é real) também é admirável, pois ela vai se transformando a cada ano, pela genialidade de Madá para não deixar nada faltar ao grupo de funcionários. São nestes momentos que Regina Casé tem suas melhores cenas por conseguir trazer a simplicidade que uma personagem dessa precisa e além de mostrar sua capacidade de trazer peso aos arcos dramáticos.

- Cena de Três Verões – Foto: Divulgação – Vitrine Filmes
‘Três Verões’ não é filme cheio de efeitos e linhas narrativas, mas é um ótimo filme de uma história bem contada, dentro do um período, sem flashback e enrolação. Ele vai direto ao ponto, focando em um grupo de pessoas. É muito interessante ver um filme com essa abordagem, que não esquece dos elementos humanos.
* Filme visto na 43° Mostra Internacional de São Paulo e no Espaço Itaú Play
Saldo: Filme seríssimo
Nota: 4/5
Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio
Instagram: @npmes
Contato: naoparecemaseserio@gmail.com
3 comentários em “| Três Verões | Crítica”