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| Destacamento Blood | Crítica

Confira a crítica de ‘Destacamento Blood’

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Se existe um diretor que pode falar de empoderamento negro, é Spike Lee. Depois de vencer como melhor roteiro no Oscar do ano passado com ‘Infiltrado na Klan’ ele retorna para esta temática em seu filme original Netflix ‘Destacamento Blood’.

Seu novo longa mostra a história dos negros que lutaram na guerra do Vietnã, eles eram usados como ‘buchas de canhão’, com isso o índice de mortes de negros na guerra é altíssimo. Os Bloods têm essa consciência, que se eles morrerem em combate, nada irá mudar, por isso eles decidem enterrar um tesouro em ouro e buscar depois como um ‘pagamento’ pelos serviços oferecidos ao Tio Sam.

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Cena de ‘Destacamento Blood’ – Foto: Divulgação – Netflix

Um filme de guerra precisa de grandes cenas, temos referências nos cinemas dessas grandes cenas, o diretor não só utiliza, como ele dá o nome. Spike usa Apocalypse Now (1979) de Francis Ford Coppola como nome de uma festa no longa, e a forma que ele filma os ‘Bloods’ nas cenas temos enquadramentos muitos próximos do filme original, porém a referência fica no visual, o diretor e roteirista vai além.

Um ex-soldado reage diferente quando retorna de uma missão, há casos de estresse pós traumático, ataques de pânico e até mesmo de alucinações. O grupo tem tudo isso, é interessante como o roteiro teve o cuidado de explicar os problemas do grupo, de como eles foram afetados de uma forma única.

As atuações são magníficas, principalmente a de Delroy Lindo (Paul) ele é magnânimo principalmente quando a câmera fixa apenas em seu rosto, ele fala olhando para câmera como se fosse um desabafo ou quando ele está apenas contando uma história, o espectador sente tudo. Ainda mais quando percebemos o quão real é tudo que ele diz. Se ele não for indicado nas premiações de cinema, ‘algo errado não está certo’

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Cena de Bastidores de ‘Destacamento Blood’ / Diretor Spike Lee (De Branco á esquerda)

Além de ser um filme que aborda todos os temas que esperamos em um filme de Spike Lee, ele ainda faz uma escolha rara em filmes de guerra, mas aqui é carregada de simbolismos. Nos flashbacks observamos apenas um jovem, o Stormin Norman (Chadwick Boseman), os outros membros são os mesmos quando mais velhos. Não foram escalados outros atores para mostrá-los jovens, eles são os ‘mesmos’ para justamente mostrar que eles não saíram da guerra.

Saldo: Filme seríssimo, se tem algo que esse filme tem é seriedade.

Nota: 5/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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