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| Piedade | Crítica

Confira a crítica de Piedade, longa que fala de assuntos como família, propriedades familiares e ascensão financeira em um filme cheio de grandes atuações.

Piedade poster

Em um país que cuida tão mal de seu ambiente, onde corporações mandam e desmandam em pequenas cidades, sem se importar com as pessoas e comércios locais. Quer apenas comprar os terrenos para lucrar no futuro. Essa temática tão assustadora (E infelizmente tão comum) é o que o diretor Claudio Assis traz em Piedade.

Claro, que trazer um tema até que conhecido precisa de uma boa história e amarração. Isso transborda em Piedade, ao começar pela história, o personagem principal é o representante da petroleira Omar (Matheus Nachtergaele), então os olhares da história são por ele, dessa vez a população tem uma base real e concreta, é feita pelos personagens secundários.

Piedade é uma cidade no Recife, uma pequena comunidade que um dia viveu do mergulho, por causa dos corais e águas claras e culinárias, mas com o avanço da atividade econômica da petroleira da região isso começou a diminuir, a empresa observa isso como uma oportunidade de comprar essa região e aumentar seus lucros. O trabalho de Omar é justamente convencer os moradores a venderem para a empresa.

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Cena da ‘Piedade’ – Foto: Divulgação

O diretor aproveita essa história para desconstruir os personagens, Omar não é um vilão, é apenas uma pessoa tentando fazer seu trabalho, inclusive vamos descobrindo seus problemas conforme a história avança, principalmente quando ele começa a ser relacionar com Sandro (Cauã Reymond) dono de um cinema pornô, cuja história está ligada a outras pessoas que ele nem conhece.

Estas pessoas que ele não conhece, são os donos de um bar a beira mar onde Omar (Irandhir Santos) e Carminha (Fernanda Montenegro), que em uma história como essa que serão contra a venda de seu comércio para a indústria. Eles são fundamentais para a condução da história, mesmo sendo secundários.

A forma que o diretor filme também difere do que esperamos nessa história, temos aqui cenas longas sem cortes, usando toda a potência do grande grupo que possui, cada um tem sua grande cena, seu arco dramático, mas temos que lembrar que Cauã venceu na categoria ‘Melhor Ator Coadjuvante’ no festival de Brasília, e ele recebeu o prêmio visivelmente emocionado.

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Cena da ‘Piedade’ – Foto: Divulgação

Piedade dá aquela sensação que já vimos essa história, ele realmente foi baseado em diversas história de abuso e contaminação de em áreas litorâneas, claro o filme desse teria uma veia política, mas é na história contada que ele se sobressai.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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