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| Cano Serrado | Crítica

Confira a crítica de Cano Serrado


Filmes com temas policiais são comuns no cinema brasileiro, principalmente para mostrar desigualdades sociais; aquela temática clássica de polícia e ladrão, mas o novo filme Erik de Castro (Federal) também aborda outros tipos de diferenças sociais, em uma história mais centrada e envolvente.

O longa traz uma abordagem clássica nos cinemas, a vingança, um crime que envolve o protagonista Sebastião (Rubens Caribé). Ele buscará justiça e respostas pelas próprias mãos, afinal é um crime bárbaro logo nos primeiros minutos de filme. A única abordagem comum se encerra aqui; o bom roteiro do diretor utiliza o basal, para mostrar outros lados da mesma história.

Cena de Cano Serrado
Foto: Globo Filmes – Divulgação

Por utilizar este sentimento brutal para o tom do filme, temos claro, cenas mais fortes e violentas, o que poderia ser um ponto negativo, aqui traz um tom de urgência, de respostas imediatas. Não há extremismos, mas temos que entender que estas cenas são justificáveis ao ponto de vista do protagonista.

O elenco do filme é enxuto, para deixar claro alguns os dois lados, principalmente em um filme que possui duas polícias, a da ‘capital’ e do ‘interior’, que pelo meio que vivem possuem formas de realizar suas tarefas a sua forma. Estes dois pontos ficam claros, a cada cena, figurino, fala ou momento. Misturar elementos tão heterogêneos sem excessos é o grande desafio aqui, mas tudo transcorre bem.

Justamente são estas duas esferas, que movimentam à sua maneira, a narrativa. Que têm excelentes pontos de viradas, principalmente nos finais. O único problema fica pelo encerramento da obra (Sem spoilers) que poderia ir para um caminho diferente, já que o filme mostrou que havia criatividade para isso.

Cena de Cano Serrado

Foto: Globo Filmes – Divulgação



O filme até tem um bom balanceamento dos personagens, com um começo óbvio e um final mais ainda, há alguns momentos de lucidez em seu meio. Ele parece que vai para caminhos diferentes principalmente pelos personagens de Paulo Miklos (Manuel) e Jonathan Haagensen (Luca), mas o resultado fica aquém de diversos filmes com a mesma temática.

* Filme visto no 7° Festival Internacional de Cinema de Brasília

contato: naoparecemaseserio@gmail.com
facebook: facebbok.com/naoparecemaseserio
instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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