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| A Sombra do Pai | Crítica

Confira a crítica de A Sombra do Pai



Depois do competente “O Animal Cordial” a diretora Gabriela Amaral Almeida continua sua jornada no horror/terror em “A Sombra do Pai” que conta a história de Dalva (Nina Medeiros), de apenas 9 anos, que se torna o adulto da casa, pois após a morte da mãe que desencadeia uma forte depressão no pai (Júlio Machado). Ao perceber os rituais realizados pela tia (Luciana Paes), ela pensa que pode trazer a mãe a vida.

Mesmo tendo diversos elementos de terror e horror espalhados por toda a história, o filme aborda diversos elementos sociais como a doença do pai e o amor que a criança tem pelos dois. Os conflitos apresentados na narrativa são reais se forem isolados do sobrenatural.

Gabriela novamente faz um trabalho técnico perfeito na construção da história, usa muito bem o trio de atores onde a história é centrada e aplica ótimos enquadramentos para mostrar além do que o diálogo da cena.

Nina Medeiros (Dalva) e Júlio Machado (Jorge) em cena
Fonte: RT Features – Divulgação

O terror apresentado aqui tem uma forma clássica de ser abordada, então percebe-se a referência a filmes como “A Noite dos Mortos Vivos (1968)” e a “Cemitério Maldito (1989)” que inclusive aparecem na TV que Dalva assisti durante a história. Inclusive a diretora emula diversas takes destes clássicos como os planos de vertigem de “Um Corpo que Cai (1958)”.

O filme não utiliza estas histórias clássicas como adapta elas para o tempo contemporâneo mostrando como essas narrativas ainda impactam o cotidiano e remete a superstições e crendices populares.

Nina Medeiros (Dalva) e Júlio Machado (Jorge) em cena

Fonte: RT Features – Divulgação

Mesmo com atmosfera macabra que aumenta conforme o filme avança ele lida como questões sociais que são raras em filmes deste gênero como depressão, desemprego e autoestima. E todo crescente sobrenatural surge apenas pelo amor da criança pelos pais e como ela quer ver os dois felizes novamente.

A Sombra do Pai tem uma construção e ambientação acima da média, há alguns problemas de continuidade, mas nada que atrapalhe a experiência, Gabriela Amaral Almeida cada vez mais se mostra como uma diretora de gênero e trabalha com consciência todos os elementos que um filme deste tipo pede. 

O longa faz parte do projeto “Caixa de Pandora“, parceria da Cinépolis e Pandora filmes que traz filmes diferentes para a rede de Cinemas.








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