Confira a crítica de Happy Hour: Consequências e Verdades
Na nova comédia brasileira somos apresentados a Horácio (Pablo Echarri) que está casado a 20 anos com Vera (Letícia Sabatella) que após uma fama espontânea sugere um relacionamento aberto a esposa com o intuito de tirar o casamento da rotina.
O filme tem uma proposta de discutir diversos tipos de relacionamentos de uma forma leve de dentro do que esperamos de uma comédia brasileira acaba infelizmente se perdendo em ser suave em demasia.
O roteiro de Eduardo Albergaria (Que também dirige), Fernando Velasco e Carlos Arthur Thiré conta a história pelo ponto de vista de Horácio e se imagina conforme a história chega a seu segundo ato que irá discutir pontos como machismo, ciúmes levemente doentios e relações unilaterais. Mas tudo se perde em um alívio cômico ou outro.
A história contada pelo roteiro também se perde em momentos estranhos, por exemplo, Horácio quer abrir o relacionamento, mas apenas ele pode, isso fica claro em cenas onde sua esposa busca a mesma coisa e Horácio se perde em cenas de ciumes e não muda sua postura. O espectador mais atento irá perceber isso de uma forma pontual, mas irá perceber.
Por o filme não exigir tanto do elenco que possui e se apoia em grandes nomes como Leticia Sabatella e Pablo Echarri, mas há não dar um roteiro onde ambos possam explorar essas nuances, o filme fica raso até nesse sentido.
O filme não tem um resultado ruim, ele apenas não aprofunda onde se espera e acaba ficando dentro do que se espera de uma comédia brasileira sem tantos detalhes e é um ótimo passatempo, mas fica restrito a isso.
Happy Hour é o típico filme de comédia brasileira atual onde o objetivo principal é divertir o espectador e não contar um boa história, o primeiro ato de Happy Hour até parece mudar isso, mas fica restrito a esse momento do filme.

