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| Em Chamas | Crítica

Confira a crítica de Em Chamas, filme que está na 42° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

O filme foi inspirado em um conto de Haruki Murakami com as adaptações de Lee Chang-dong para o cinema, que está na 42° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Em seu novo filme, Lee Chang-dong conta a história de um triangulo amoroso entre três sul coreanos (Jong-soo, Hae-mi e Ben), cheio de ciúmes, paixão e mistérios. A narrativa se passa em Panju, uma cidade pobre da Coreia do Sul, próxima a fronteira com a Coreia do Norte.

O primeiro que conhecemos é o protagonista Jong-soo, um jovem que vive de bicos e sonha ser um escritor. Hae-mi é uma linda e solitária mulher, que conhecemos quando por um acaso se encontra com Jong-soo (seu antigo amigo de infância) em um sorteio que estava trabalhando nas ruas de Panju.

Após esse encontro, os dois personagens ficam muito próximos, até que Hae-mi diz que irá fazer uma viagem a África, e pede que a Jong-soo alimentar o seu gato enquanto ela estivesse fora. Depois deste período, ela retorna a Coreia do Sul com um acompanhante, nosso terceiro personagem, Ben. Que é um jovem coreano rico e bem-sucedido, que conheceu ela nesta viagem a África.

O filme trata essa história de poliamor de uma forma suberba, de uma forma que não apela para cenas fortes ou gratuitas, ele foca no desenvolvimento de três pessoas, onde o amor é mais importante e eles devem entender como tudo deve ocorrer de agora em diante.
A história daqui pra frente melhora, principalmente nos últimos atos pra formalizar que toda forma de companheirismo deve ser valorizada e compreendida, o problema (Que pode ser positivo ou negativo) é que um filme tem uma narrativa diferente pra contar essa história.

Ao desenrolar da história deste triangulo amoroso o clima de suspense vai se tornando cada vez mais intenso, com confissões de crimes, histórias do passado, revolta e solidão. Em chamas é o filme que prende o espectador, que causa dúvida e que não diz de uma maneira clara o que está acontecendo no durante a narrativa, apostando muito em metáforas que indicam os acontecimentos do filme.

Essa história não linear prende o espectador na tela, e o deixa pensativo pós sessão, pra identificar o que realmente aconteceu, algo como Christopher Nolan fez em A Origem (2010) que confunde o que é sonho ou realidade. Ou no caso de Em Chamas, o que aconteceu e o que é sonho dos personagens.

Texto realizado por: Caio Henrique
Texto editado e postado: Bruno Simioni Cunha

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