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| CCXP 18 | Confira o resumo do segundo dia


Confira o resumo da sexta feira da CCXP 18



Há tempos que elas deixaram de ser consideradas frágeis. O segundo dia da CCXP provou que o poder da indústria de entretenimento pertence às mulheres. Desde as atrizes de fama internacional, como Jéssica Chastain e Sophie Turner, às brasileiras reconhecidas pelo seu ativismo, como Débora Falabella, Leandra Leal, Camila Pitanga e Taís Araújo, além da desenhista Rebecca Sugar – que inspira uma nova geração de meninas com o seu desenho Steve Universe – elas dominaram o maior festival de cultura pop do mundo. Até o domingo, são esperadas 260 mil pessoas.  
Um dos painéis mais esperados do dia foi o da Fox Film 2019, que trouxe Sophie Turner e Jessica Chastain para o lançamento de “X-Men: Fênix Negra”, no Auditório Thunder Cinemark XD. As atrizes, que esbanjaram simpatia, conversaram com Erico Borgo, um dos fundadores do portal Omelete, sobre os bastidores das gravações. O carisma que conquistou os brasileiros ficou ainda mais claro quando elas deitaram no chão para assistir o teaser do filme, exibido exclusivamente para os visitantes da CCXP18. Ao fim da participação no painel da Fox, as atrizes foram ovacionadas pelo público.

Foto: Sophie Turner (Jean Grey) no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash
Foto: Jessica Chastain (Smith) no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash



Foto: Simon Kinberg (Diretor de X-Men Fenix Negra) no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash

Não menos conhecidas, as atrizes Débora Falabella, Taís Araújo, Camila Pitanga e Leandra Leal, contaram, junto com o diretor Carlos Manga Jr e a autora Estela Renner, sobre Aruanas, nova série da Globoplay. O foco da produção é retratar o ativismo feminino na Amazônia. Lanne Maísa, estudante de T.I, que veio de Santos para prestigiar a CCXP, ficou animada com a apresentação da série: “A escolha das quatro para serem as protagonistas da série foi muito boa. Quando pensamos em empoderamento feminino, elas são as primeiras atrizes que vem à cabeça”, diz.



Foto: Camila Pitanga e Taís Araujo no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash
Foto: Débora Falabella, Leandra Leal, Camila Pitanga e Taís Araujo no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash
Foto: Carlos Manga Jr (Diretor da série) no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash

Uma nova geração de meninas e meninos pôde conhecer de perto a desenhista Rebecca Sugar, que subiu ao palco para conversar sobre o desenho que ela mesma criou e que ganha mais admiradores: Steven Universo. Os fãs da animação aplaudiram Rebecca do início ao fim e ainda tiveram a oportunidade de vê-la interpretar duas músicas. Com isso, a ilustradora arrematou o coração daqueles que já estavam apaixonados por sua simpatia.


Foto: Rebecca Sugar no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash



O espaço recebeu ainda a primeira exibição do filme Aquaman, a mais esperada do dia. O público lotou o auditório e vibrou com cada cena de ação. Após o filme, Erico Borgo anunciou uma surpresa: o ator Jason Momoa, protagonista do filme, foi reproduzido em holografia, conversando com os visitantes.  Além dele, Zachary Levi subiu ao palco deixando todos os presentes extasiados.  


Foto: Érico Borgo (Omelete) no palco para anunciar a exibição de Aquaman
Crédito: CCXP / I Hate Flash



Nostalgia deu o tom do Auditório Thunder Cinermark XD
Quem esteve no Thunder também matou saudades de suas séries e desenhos prediletos. O ator americano Tom Welling, que deu vida à versão jovem de um dos heróis mais admirados da cultura pop, foi a estrela do painel “Superman 80 anos, Tom Welling e o legado de Smallville”, que faz parte das celebrações pelo aniversário do Homem de Aço.  Em uma entrevista descontraída com Aline Diniz, influenciadora do Omelete, ele contou como foram alguns momentos da gravação da série.

Foto: Aline Diniz (Omelete) e Tom Welling  no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash

A publicitária Bruna Junqueira, de 24 anos, se emocionou do início ao fim do painel, ao ser perguntada o porquê, a jovem disse: “Eu ia até a locadora para pegar a fita e assistir com meu pai. Smallville faz parte da minha ligação com ele. Eu estou chorando desde o momento em que foi anunciado ele aqui. Ver ele de perto foi incrível”, contou. Outro momento nostálgico foi quando os dubladores de Dragon Ball Z subiram ao palco e fizeram o público delirar quando, ao vivo, dublaram o trailer de Dragon Ball Super Broly.

Os fãs dos quadrinhos também tiveram o seu momento. O desenhista Maurício de Sousa apresentou as novidades que está preparando para a clássica Turma da Mônica. Os fãs dos personagens do gibi puderam ver o trailer inédito do filme “Turma da Mônica Laços”, que chega ao cinema de junho de 2019, junto com os atores de interpretam os personagens icônicos.



Foto: Maurício de Sousa no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash
O poder da criatividade nos palcos da CCXP
As diferentes formas de comunicação e expressão fizeram parte do Creators Stage. No segundo dia de CCXP, o destaque foi para duelo de filmes da cultura pop com comentários sobre obras como “Star Wars”, “Harry Potter”, “Poderoso Chefão” e “De volta para o futuro”, proporcionado pelos apresentadores Cris Dias, Carlos Meringo, Juliana Valar, Alexandre Maron e Luiz Higino, do podcast B9 – ou BrainCast.

O processo criativo para a elaboração de um roteiro foi o tema da masterclass de David Michelinie, criador do personagem da hq Venom, no Auditório Prime. O local também recebeu o experiente Tom Grummet, que falou sobre o processo e a importância da narrativa para construir uma história em quadrinho. Já na primeira mesa do dia, cinco mulheres conversaram sobre a necessidade da representatividade com personagens femininas no mundo do entretenimento.

Foto: David Michelinie (A esquerda) no palco
Crédito: CCXP / I Hate Flash
Os principais nomes do universo dos quadrinhos foram o destaque do Auditório Ultra. Um dos momentos mais aguardados foi o encontro dos cinco principais criadores do universo de X-Men: Joe Rubinstein, John Cassaday, John Romita Jr., Scott Lobdell e Peter Milligan. O bate-papo dos escritores e artistas, mediado por Bruno Zago, do canal Pipoca e Nanquim, rendeu muitas risadas quando os artistas contaram suas histórias com o memorável Stan Lee: “Ele nunca lembrava meu nome, sendo que trabalhou anos com meu pai!”, contou John Romita Jr., filho do artista homônimo.
O público pode usar a imaginação
A Mulher Maravilha é unanimidade entre a ala feminina no Cosplay Universe. A heroína, que saiu dos quadrinhos da DC para as telas de cinema no ano passado, continua inspirando mulheres de todas as gerações. Só no camarim do evento foi possível contar cerca de 20 versões da personagem.
Ana Paula de Oliveira, de 37 anos, escolheu a heroína para representa-la. “A Mulher Maravilha tem uma força que faz a gente se sentir mais motivada a encarar o mundo real, me vestir com ela me torna mais poderosa”, explica a administradora carioca.
O segundo dia de desfiles foi um dos momentos mais aguardados no Creators Stage. Nele foram eleitos os três melhores cosplayers desta sexta-feira e a personagem feminina B2 foi a grande vencedora. Já a melhor apresentação foi pelo personagem Pantera Negra e para inventividade, quem ganhou foi o Capitão Caverna. “Todos nos impactaram de forma diferente”, comenta Elisa Cassan uma das juradas do concurso”.
O desfile aconteceu ao som da banda Leela, cuja a vocalista é uma mulher, e contou com a presença de personagens de Stranger Things, Hora da aventura, universos DC e Marvel.
 
Serviço
CCXP – Comic Con Experience
Data: 06 a 09 de dezembro de 2018
Horários:
Spoiler Night – Quarta-feira (05 de dezembro) – 18h às 21h
Quinta-feira (06 de dezembro) – 12h às 21h
Sexta-feira (07 de dezembro) – 12h às 21h
Sábado (08 de dezembro) – 11h às 21h
Domingo (09 de dezembro) – 11h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5
– São Paulo – SP
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| X-Men Apocalipse | Crítica



Confira crítica de X-Men Apocalipse


O novo filme da franquia X-Men nos cinemas chega aos cinemas com um novo capítulo, dessa com um dos maiores vilões dos quadrinhos, Apocalipse. Confira nossa crítica.

O filme começa mostrando que os eventos de X-Men: Dias de Futuro Esquecido (2014) influenciaram as decisões dos personagens, Charles Xavier (James McAvoy) mostra sua escola para os super dotados junto com Hank McCoy (Nicolas Hoult), o mundo parece mais tranqüilo. Só parece.

Como todo novo filme, precisamos de novos personagens, por isso vemos Anjo (Bem Hardy) enfrentando Noturno (Kodi Smit-McPhee) em uma espécie de luta clandestina entre mutantes. Essa luta é bem interessante, pois temos o primeiro vislumbre das habilidades dos personagens e fica claro que essa característica foi preservada dos quadrinhos.

A única mutante distante de tudo isso, é Mistica (Jennifer Lawrence), após ter seu rosto super reconhecido em Dias de Um futuro Esquecido, ela aparece pouco com o visual da mutante, pelo menos o motivo é melhor do que apresentado nos filmes anteriores. E o fato de termos uma ganhadora do Oscar no elenco, faz com que todos os grandes atos do filme fiquem restritos a esta personagens, o que prejudica os outros, afinal, só ela pode salvar o dia? Se você leu alguma aventura do X-Men nos quadrinhos, sabe que o funciona é a equipe e não uma personagem.

Somos apresentados a novos Scott Summers (Tye Sheridan) e Jean Grey (Sophie Turner), a química entre os dois atores é um ponto interessante, mesmo levando em consideração que eles acabaram de se conhecer e já tem um mundo para salvar e sem total controle de seus poderes. Uma ressalva feita a nova Jean Grey, fica evidente que ela é mais forte que a Jean da trilogia anterior, inclusive fortalece o rumor que o próximo X-Men seria sobre a fase da Fênix Negra. Inclusive a referencias no filme sobre a Fênix.

O Apocalipse (Oscar Isaac) preserva parte do visual dos quadrinhos, porém tem algumas falhas, primeiro ao formar seus quatro cavaleiros do Apocalipse, os escolhidos são os primeiros quatro mutantes que o vilão encontra pelo caminho e não tem aquela “Vou encontrar os mais fortes”. E seu poder de convencimento é incrível, já que em uma frase ele traz o mutante para o seu lado e fora que seu motivo de vingança é repetido inúmeras vezes durante o filme e ocorre sempre da mesma forma.

Enquanto temos personagens novos bem apresentados, temos também isso sendo feito de uma forma equivocada. Psylocke (Olivia Munn) aparece bastante, mas tem poucas cenas de luta (As melhores já apareceram nos trailers) e tem pouquíssimas falas, ou melhor, ela só tem “frases de efeito”, outro exemplo é a Jubileu (Lana Condor) é praticamente um easter-egg do que uma personagem, ela não tem falas, não aparece o uso de seus poderes e ela entra e sai de cena, sem adicionar nada a trama em desenvolvimento.

O filme tem uma falha grave, que é ter um primeiro e segundo ato arrastado, com muitas explicações, muitos momentos emotivos, pelo menos, na hora das cenas de ação, o filme melhora, mas como demora para chegar nessa parte.

Uma menção honrosa deve ser feita a Mercúrio (Evan Peters), o que a Marvel Studios fez com o personagem em Vingadores: Era de Ultron fica ridículo, quanto comparamos os dois. A Fox utiliza muito bem o perosnagem, e de novo, uma das melhores cenas é do Mercúrio, elemento que deve ser obrigatório em todo filme que Mercúrio aparecer. Ponto positivo para a Fox.

O filme em linhas gerais é regular, por tem um começo lento e com muitas explicações desnecessárias, com a própria linha temporal criada, mas o filme compensa em suas cenas de ação, principalmente nos seus momentos finais. E a cena final com os uniformes IDENTICOS aos quadrinhos dos anos 90 é imperdível. Teremos outros filmes dos mutantes, com certeza, mas esperamos que o próximo tenha um resultado final mais satisfatório.