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| Titãs | Review

Confira o review da primeira temporada de Titãs



Desde os primeiros teasers, trailers e primeiros episódios, Titãs se mostrava muito diferente do tudo que a DC Comics e Warner tinha produzido com estes personagens. O primeiro impacto já ocorreu quando ouvimos Robin (Brenton Thwaites) mandar o seu mentor para um lugar desagradável, foi o pontapé para primeira série da DC Universe, serviço de streaming da empresa, cuja primeira temporada chega a Netflix neste mês.
Inclusive você ler nossas primeiras impressões de Titãs neste link.
Os dez episódios da série conseguem unir a violência impactante, cenas de lutas bem coreografas e o mesmo tempo unir os personagens que começam cada um em local diferente e terminam todos modificados pelos eventos da primeira temporada.
O roteiro idealizado por Geoff Johns (The Flash), Akira Goldsman (Uma Mente Brilhante) e Greg Berlanti (Arrow) consegue trazer diversas informações sobre os inúmeros personagens que Titãs possui e ao mesmo tempo explicar os personagens pra quem é totalmente fora dos mundo dos super-heróis, este roteiro trabalha todos sem exceção, mesmo que o foco seja Dick Grayson (Robin) e o passado misterioso de Ravena (Teagan Croft)

A série mantém a violência mostrada nos primeiros episódios, principalmente nas lutas de Robin, mostrando o quanto ele se descontrola enquanto luta e quão agressivo ele fica a colocar o manto do menino prodígio, ela diminui conforme os personagens são trabalhados, mas toda vez que há uma briga, ela é intensa, dura e pesada. Com certeza elas são os motivos de uma classificação indicativa alta da série.
Titãs parece uma receita fresca e moderna para as séries da DC, principalmente se pensarmos que boa parte equipe técnica desta série trabalha nas outras séries da editora, como Flash e Arrow, Titãs destoa de todas elas, mas isso é ótimo, diversos elementos são novos e são bem utilizados, o que deixa impossível compara-las. Todas as séries da CW são diferentes, centram em pontos diferentes, Titãs mantém essa informação.
Titãs é um ótimo começo do serviço de streaming de editora e esperamos que as próximas produções mantenham o alto nível e mais conteúdo seja produzido a partir disso.
Titãs está disponível na Netflix desde 11 de janeiro com a temporada completa.

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| Os Jovens Titãs em Ação: O Filme | Crítica



Confira a crítica de Os Jovens Titãs em Ação: O Filme


Confira a crítica de Os Jovens Titãs em Ação: O Filme




A animação Os Jovens Titãs lançada em 2013, trouxe a equipe dos quadrinhos em uma roupagem muito diferente, mais infantil principalmente, mas não perdeu a essência da equipe formada por ajudantes dos heróis, um dos principais elogios é justamente isso, ela é leve mas trabalha muito bem os personagens.

Quando foi anunciado que a série ganharia seu próprio longa, pelo mesmo estúdio que realiza a animação, se imaginava seria apenas uma forma de levar o produto para outras plataformas de uma forma simples, mas Os Jovens Titãs em Ação: O Filme leva estes personagens a outro patamar, a premissa que parecia simples traz um excelente longa como resultado.

O filme consegue manter o espírito da série, mas ao mesmo tempo brinca com o estúdio que ainda patina ao trazer seus heróis ao cinema, é muito interessante de ver como o estúdio entende isso e ao mesmo tempo brinca com tudo isso, é um “auto-bullying” mostrando que eles sabem onde erraram e onde acertaram. Até mesmo a famosa história do bigode do Superman (Henry Cavill) nas refilmagens de Liga da Justiça aparece sem dó ou piedade.

Claro, que o estúdio não iria se limitar a brincar apenas com ele mesmo, há diversas menções a cultura pop, principalmente ao mundo dos super heróis, até uma certa produtora de filmes do gênero é citada em diversos momentos, mostrando que há sim uma certa rivalidade entre as duas, os fãs de quadrinhos e super heróis se divertem a cada referência.
O filme não se sustenta apenas na atmosfera leve criadas pelas piadas, há um bom uso da equipe, principalmente a Robin, seu arco dramático, de auto aceitação é bem desenvolvido durante o longa, mostrando o quanto o ajudante quer trilhar seu próprio caminho longe da sombra de Batman.

O roteiro criado por de Michael Jelenic e Aaron Horvath (ambos roteirizam a série animada) consegue no longa criar empatia com o espectador, ao abordar não só o lado super heroico de cada personagem, afinal quem nunca se sentiu inferior ou menosprezado na sociedade. O filme traz essa narrativa questionadora de uma forma tão leve que impressiona.

A animação traz novos elementos aos personagens, ao mesmo tempo, mantém os traços e a fluidez que a série possui e manter as vozes originais e dubladas da mesma forma que estamos acostumados é muito bom, pois além de fazer algo que estamos acostumados tem diversos elementos novos, principalmente na dublagem.

O longa cumpre sua missão leve e simples de uma forma precisa, o que não o transforma no melhor filme de super heróis já feito, mas ao mostrar que o estúdio está tentando acertar isso é ótimo, afinal pode mandar mais que os fãs agradecem.

Ps.: Os fãs querem algo no nível desse longa e não no nível Batman vs Superman: AOrigem da Justiça.